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Economia Sexta-feira, 06 de Novembro de 2026, 07:30 - A | A

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Sexta-feira, 06 de Novembro de 2026, 07h:30 - A | A

Índice da FAO de preços de alimentos recua 1,2% em outubro com fraca demanda por cereais

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Os preços internacionais das commodities alimentícias recuaram em outubro, pressionados pelo enfraquecimento da demanda de importação, que resultou em queda nos índices de cereais, lácteos e carnes, informou nesta sexta-feira, 6, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em relatório. O Índice de Preços de Alimentos da FAO registrou média de 133,9 pontos em outubro, queda de 1,2% em relação ao nível revisado de setembro (recuo de 1,6 ponto), mas 5,9% acima do nível de igual período do ano passado (2025).

O recuo geral das cotações no mês superou o salto expressivo registrado no açúcar e a leve alta nos óleos vegetais. Apesar da diminuição mensal, o indicador geral permanece 16,4% abaixo do pico histórico alcançado em março de 2022.

O Índice de Preços de Cereais recuou 4,5% em comparação com setembro. As cotações internacionais do trigo caíram após quatro meses consecutivos de alta, reflexo da demanda global moderada e de perspectivas mais favoráveis para a produção, principalmente na Argentina, além de expectativas de alívio nas restrições logísticas no Mar Negro.

O milho também perdeu força após atingir a máxima em três anos em setembro, pressionado pela colheita nos Estados Unidos, pela oferta ampla na América do Sul e por projeções de diminuição de tensões no Mar Negro.

Em sentido oposto, o índice para todos os tipos de arroz subiu 1,6%, em virtude de atrasos na colheita em países exportadores, clima desfavorável e aumento de custos.

O Índice de Preços do Açúcar registrou o quarto mês seguido de valorização e atingiu o maior nível desde dezembro de 2024, ao avançar 6,6% ante setembro e 28,8% em relação a igual período de 2025. O movimento decorreu de interrupções provocadas por chuvas nas operações de colheita e moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, além de preocupações com as safras 2026/27 na Índia, União Europeia e Tailândia.

Já o Índice de Preços de Óleos Vegetais teve discreta alta de 0,3% ante setembro, puxado por óleos de soja e de girassol. O óleo de soja atingiu o maior patamar desde o fim de 2022, impulsionado pela demanda firme do setor de biocombustíveis e pela redução sazonal da oferta na América do Sul.

Em relação ao Índice de Preços da Carne, o indicador recuou 1,2% no mês, com desvalorização nas carnes suína, ovina e bovina, enquanto a avícola ficou estável.

Seguindo a queda, o Índice de Preços de Lácteos caiu 1,1%, sob pressão de manteiga e queijos, por causa da oferta abundante e do interesse comprador fraco.

Produção e comércio

Em relatório separado sobre oferta e demanda de cereais, a FAO projetou a produção global de cereais em 2026 em 3 bilhões de toneladas. Embora abaixo do recorde de 2025, o volume representa o segundo maior da história.

A organização projeta, por exemplo, que a produção de arroz deve encolher 2,5%, para 552 milhões de toneladas, afetada por margens apertadas dos produtores e por condições climáticas ligadas ao El Niño.

A FAO ainda prevê que o comércio global de cereais recue 3,3% no ciclo 2026/27, para 507,7 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pela queda de 8,6% nas transações de trigo, em virtude de gargalos logísticos e de oferta.

Já os estoques mundiais de cereais ao fim das safras em 2027 foram projetados em alta de 1,8% (mais 17,2 milhões de toneladas), levando a relação estoque/uso a 32,4%, ante o ciclo anterior.

(Com Agência Estado)

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