O giro financeiro reduzido no dia, em R$ 17 bilhões, é um dos sinais, segundo operadores, de que os investidores colocaram o pé no freio no dia.
"Agora, o mercado entra em um modo de espera por novas notícias sobre o quadro político. O volume cai um pouco e o mercado perde tração, com um dia útil a menos na semana que vem", afirma Wagner Atoguia Lima, chefe trader sênior de renda variável da Lince Investimentos, escritório associado ao Safra. "As pesquisas eleitorais seguem dando suporte e animando o mercado, mas, daqui em diante, teremos mais volatilidade."
Uma sequência de levantamentos de intenção de voto nesta semana, inclusive o Datafolha divulgado na noite da quinta-feira, deu ânimo a um mercado que espera uma alternância de poder e confia que uma chapa à direita poderá oferecer maior compromisso com a agenda de gastos públicos. Com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se aproximando, ainda que vagarosamente, do presidente Lula (PT), as apostas na Bolsa voltaram a ganhar força: na semana, o Ibovespa acumulou alta de 5,40%. Nos quatro primeiros dias de setembro, a alta é de 4,36%; no ano, 14,91%.
"Pelo que monitoramos de fluxo, foi tanto de local comprando, como a volta do estrangeiro em uma magnitude pequena, não foi uma magnitude alta. Então, com os dois tipos de investidor comprando, cria-se uma condição técnica de sobrevenda. E aí vimos um rali muito forte e uma pausa para ver o que acontece, porque o mercado já se ajustou para cima com essa melhora do Flávio nas pesquisas", afirma Marcelo Audi, sócio fundador da Cardinal Partners.
No começo do dia, sinais negativos do exterior chegaram a pautar os negócios locais, depois que o principal relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll, mostrou um nível de criação de vagas de trabalho bem acima do que o esperado. No decorrer da sessão, porém, o impacto foi absorvido pelo mercado.
(Com Agência Estado)
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