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Economia Sexta-feira, 04 de Setembro de 2026, 16:30 - A | A

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Sexta-feira, 04 de Setembro de 2026, 16h:30 - A | A

Queda dos juros vai ser grande legado de próximo mandato e passa por sinal fiscal, diz ministro

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou, nesta sexta-feira, 4, que a redução dos juros no País será o grande legado de um possível novo mandato do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e que a consolidação fiscal é crucial para que isso aconteça. Segundo ele, isso já começa agora com sinal fiscal dado pelo Orçamento de 2027.

"A redução do juro vai ser o grande legado desse próximo mandato. Isso, sem sombra de dúvida, passa por esse sinal fiscal que nós já estamos dando no orçamento de 2027 e vamos intensificar ao longo dos anos", afirmou em entrevista ao SBT News.

Ele declarou que não há apenas o aspecto fiscal nos juros altos, mas que isso é um aspecto importante e que será endereçado. Por isso seria importante dar sinal de compromisso rigoroso com o esforço fiscal. Atacar os juros altos seria fundamental para um possível novo mandato. "O mais relevante é dar esse sinal fiscal, esse compromisso com o processo rigoroso de consolidação fiscal para o próximo mandato", completou, dizendo que Lula deu essa sinalização a banqueiros em jantar no Palácio da Alvorada no início desta semana.

O ministro disse ainda que o arcabouço foi relevante para que despesas fossem controladas e o processo de controle está sendo intensificado. Declarou que o esforço do próximo mandato requer atenção especial à desaceleração de gastos obrigatórios.

Sobre possíveis novas medidas de ajuste fiscal, seja pelo lado da receita ou das despesas, podem ser tomadas para garantir o centro da meta de primário dos próximos anos. Para ele, usar um mix dos dois tipos de ajuste ajuda o País a não sacrificar os mais pobres com a política fiscal.

"É importante que se diga: o orçamento público precisa preservar despesas que são essenciais, especialmente a redução de desigualdade, redução de pobreza, como nós fizemos ao longo desse mandato e, do outro. É colocar os mais ricos no imposto de renda para que o sistema tributário seja um pouco mais justo, de modo que você faz um ajuste com mais um mix de receita e despesa sem sacrificar a população mais pobre", disse ele.

(Com Agência Estado)

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