No fim dos negócios, o Ibovespa caiu 0,19%, aos 172.179,93 pontos, afastando-se das mínimas do dia nos 171 mil pontos, mas marcando sua quinta baixa seguida.
Os conflitos entre EUA e Irã ficam no radar dos investidores porque o fechamento do Estreito de Ormuz prejudica o escoamento de commodities, em especial o petróleo. Com menos oferta, os preços da commodity vêm constantemente se ajustando, com novas altas sempre que as hostilidades voltam a crescer. Nesta segunda-feira, o petróleo fechou em alta de 5%, voltando a superar os US$ 80 por barril.
"Uma alta persistente provocada pelo Oriente Médio pode beneficiar a Petrobras no curto prazo, mas, para o mercado como um todo, o efeito tende a ser negativo se começar a contaminar as expectativas de inflação e as decisões dos bancos centrais", afirma Fabio Louzada, economista, planejador financeiro e fundador da B7 Business School.
As preocupações em torno da inflação ganham especial importância em uma semana marcada pela divulgação dos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira, 11. Segundo Gabriel Macarini, advisor sênior da Blue3 Investimentos, um IPCA dentro ou melhor do que o esperado deve ajudar o mercado a direcionar as apostas para um novo corte da Selic na reunião de setembro, contribuindo para uma volta do fluxo de investidores para a bolsa.
"Essa semana tem muitos indicadores antecedentes importantes que vão dar a dinâmica de como está indo a economia aqui e no mundo e que levam o mercado a ficar um pouco em cautela, a ter de esperar o que acontece", afirma Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.
(Com Agência Estado)
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