A agência disse ver um alto grau de continuidade da política fiscal em relação ao governo anterior de Keir Starmer e Rachel Reeves, incluindo um compromisso forte com a manutenção das regras fiscais. Para a Fitch, essa postura é explicada, em parte, por restrições impostas pelo mercado financeiro em meio a rendimentos elevados dos títulos públicos britânicos.
A revisão macroeconômica do Escritório de Responsabilidade Orçamentária (OBR, na sigla em inglês) piorou, em média, em 11 bilhões de libras (0,3% do PIB) a projeção de endividamento líquido do setor público ao longo do horizonte de estimativas - principalmente por causa do aumento dos custos com juros da dívida, segundo a análise.
Medidas adicionais de política fiscal devem acrescentar, em média, mais 7 bilhões de libras ao déficit no exercício fiscal encerrado em março de 2027 e no ano fiscal seguinte, devido a um pacote temporário de apoio energético, e depois reduzir ligeiramente o rombo a partir do ano fiscal de 2029.
Segundo a Fitch, o plano de consolidação fiscal se torna "muito mais desafiador" a partir de 2027 e o risco de mudanças de política aumenta moderadamente conforme se aproxima a próxima eleição geral.
(Com Agência Estado)
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