Os dados são do Índice Fipezap, pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base nos classificados de imóveis em 56 cidades. A pesquisa contabiliza os valores dos anúncios, não dos negócios fechados.
A alta nos preços pedidos abrangeu 47 das 56 cidades monitoradas, incluindo 16 das 22 capitais: Belém (2,19%); Manaus (1,07%); Salvador (1,07%); Florianópolis (0,82%); Brasília (0,65%); Natal (0,62%); Fortaleza (0,53%); Vitória (0,40%); Rio de Janeiro (0,17%); Teresina (0,17%); São Paulo (0,15%); Goiânia (0,14%); Aracaju (0,10%); Campo Grande (0,08%); Maceió (0,04%); João Pessoa (0,03%).
Em contrapartida, houve recuos nos preços pedidos em: São Luís (-1,02%); Curitiba (-0,66%); Belo Horizonte (-0,24%); Recife (-0,23%); Cuiabá (-0,23%); e Porto Alegre (-0,12%).
No acumulado dos últimos 12 meses até janeiro, o crescimento dos preços pedidos foi de 6,12%, superando a inflação média medida pela IPCA, estimado em 4,31%.
O levantamento mostrou ainda que o preço médio anunciado chegou a R$ 9.642 por metro quadrado no País. Em São Paulo foi a R$ 11.915/m2; no Rio, R$ 10.850/m2, Belo Horizonte, R$ 10.640/m2, e em Brasília, R$ 9.857/m2.
O que vem motivando o crescimento nos preços ao longo do ano é a combinação de demanda aquecida da população, tendo como base o desemprego em queda, a renda em alta e os incentivos de programas públicos para habitação popular. Além disso, os custos de construção em alta fazem com que os novos imóveis subam mais de preço. O movimento só não é mais forte por conta dos juros altos dos financiamentos, que inibem boa parte das vendas.
(Com Agência Estado)
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