Na ata da reunião de janeiro, publicada na manhã desta terça, o Copom reafirmou que manterá "a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta". Emendou que o compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo, "que dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária".
Na última quarta-feira, 28 de janeiro, o colegiado decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros em 15% ao ano. Disse entender que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. "Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", afirmou.
O colegiado repetiu que o cenário atual segue marcado por elevada incerteza, o que exige cautela na condução da política monetária. "O Comitê avalia que a estratégia em curso tem se mostrado adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. Em ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros."
O Copom repetiu as projeções para a inflação acumulada em 12 meses já apresentadas no comunicado. Prevê alta de 3,4% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 e de 3,2% no terceiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante - estimativas ligeiramente acima do centro da meta, de 3,0%.
Para os preços livres, o colegiado estima altas de 3,5% e 3,1% nos intervalos, respectivamente. Para os preços administrados, projeta elevações de 3,0% e 3,3%.
Todas as projeções partem do cenário de referência, com trajetória de juros do Relatório Focus (publicado em 26 de janeiro) e bandeira amarela de energia elétrica em dezembro de 2026 e 2027. A taxa de câmbio começa em R$ 5,35 e evolui conforme a paridade do poder de compra (PPC). Os preços do petróleo seguem aproximadamente a curva futura por seis meses e, depois, sobem 2% ao ano.
(Com Agência Estado)
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