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Economia Quinta-feira, 16 de Julho de 2026, 14:30 - A | A

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Quinta-feira, 16 de Julho de 2026, 14h:30 - A | A

Fed: Schmid diz que inflação segue muito alta e é cedo para dar peso a dados recentes

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente do Federal Reserve (Fed) de Kansas City, Jeff Schmid, afirmou nesta quinta-feira, 16, que os últimos indicadores de inflação dos Estados Unidos foram "encorajadores", mas alertou que ainda é cedo para atribuir grande peso a um único resultado. Segundo ele, a inflação permanece "muito alta" e acima da meta de 2% há tempo demais, enquanto o mercado de trabalho continua relativamente equilibrado, sem indicar urgência para mudanças na política monetária.

Em discurso durante fórum econômico promovido pelo Fed de Kansas City, Schmid destacou que a desaceleração observada nos dados de junho foi favorecida pelo recuo dos preços do petróleo, mas ponderou que "não sabemos por quanto tempo qualquer alívio nos preços da energia vai durar", diante da recente retomada da alta do petróleo.

O dirigente ressaltou que o problema inflacionário vai além da energia. Segundo ele, a inflação de serviços segue acelerada e as pressões sobre preços permanecem disseminadas entre bens e serviços. "A persistência da inflação é preocupante", avaliou, acrescentando que os preços estão acima da meta do Fed há cinco anos consecutivos. "Ainda não estamos onde queremos estar em relação à inflação."

Na avaliação de Schmid, a economia americana continua resiliente e o mercado de trabalho "parece estar relativamente equilibrado". Ele observou que a taxa de desemprego de 4,2% está próxima do nível considerado compatível com um mercado saudável e que o ritmo mais fraco de criação de empregos reflete, em grande parte, o baixo crescimento da força de trabalho.

O presidente do Fed de Kansas City afirmou ainda que a força de trabalho dos EUA está crescendo muito pouco, em razão do envelhecimento da população e da desaceleração da imigração. Segundo ele, a população em idade de trabalhar praticamente não cresceu no ano passado, fenômeno inédito fora de períodos de guerra ou pandemia, o que tende a limitar a expansão econômica e aumentar a dependência de ganhos de produtividade.

(Com Agência Estado)

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