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Economia Segunda-feira, 27 de Julho de 2026, 11:00 - A | A

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Segunda-feira, 27 de Julho de 2026, 11h:00 - A | A

Expectativa de conversas entre EUA e Irã estimula alta do Ibovespa, mas commoditeis limitam

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O Ibovespa sobe nesta última segunda-feira de julho, dia 27, acompanhando a valorização dos índices de ações do Ocidente nesta manhã e o recuo dos rendimentos dos Treasuries nos Estados Unidos. O apetite por risco reflete expectativas de retomada nas negociações de paz entre EUA e Irã, o que poderia evitar um quinto mês seguido de desvalorização do principal indicador da B3.

Porém, as preocupações geopolíticas seguem no radar, em semana de agenda carregada, como decisão de juros nos EUA e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), além de balanços de big techs norte-americanas como Meta e da brasileira Vale.

Diante da possibilidade de um cessar-fogo, o petróleo despenca mais de 5%, com o Brent a US$ 86 por barril, o que limita um avanço forte do principal indicador da B3. Além disso, o minério de ferro fechou em queda de 0,27% em Dalian, na China, pesando sobre as ações da Vale, em dia ainda de noticiário carregado envolvendo a companhia.

"O Ibovespa só não sobe mais por causa da Petrobras, que tem um peso grande. O recuo do petróleo é fator positivo, mas a incerteza geopolítica ainda é elevada", avalia Tadeu Arantes, head de alocação da Ghia Multi Family Office.

Em contrapartida, ações mais sensíveis ao ciclo econômico e de bancos avançam, diante do recuo dos juros futuros. "Ações domésticas consumo sobem mais do que o Ibovespa", completa Arantes.

Antes do Comitê de Política Monetária (Copom), na quarta-feira que vem, o mercado vai avaliar o IPCA-15 de julho, na terça, e dados do mercado de trabalho medidos pela Pnad e pelo Caged, entre outros, nesta semana. Paralelamente, o Federal Reserve (Fed) deve manter os juros dos EUA entre 3,50% e 3,75% nesta quarta-feira.

Divulgado nesta manhã, o boletim Focus mostrou redução na estimativa mediana para o IPCA de 2026, de 5,15% para 5,12%, ainda bem acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. Por outro lado, houve aumento das projeções para IPCA de 2027, de 4,20% para 4,22%, e para 2028, de 3,78% para 3,80%. Em relação à Selic, as estimativas não foram alteradas, permanecendo em 14% ao ano para 2026, por exemplo.

Questões políticas também ficam no radar de investidores, como pesquisas eleitorais como Datafolha e BTG/Nexus e o lançamento das candidaturas para a Presidência da República no pleito deste ano. "Mais do que nunca, a eleição entra no radar e pode fazer mais preço", segundo Arantes.

Ainda, quanto à Vale, Marcelo Gasparino pediu renúncia do conselho da mineradora, após destituição anunciada pelo órgão. Já o Goldman Sachs rebaixou a recomendação para as ações da Vale de compra para neutra, ao avaliar que há limitados catalisadores no curto prazo.

Na sexta-feira passada, dia 24, o Ibovespa fechou em baixa de 1,52%, aos 174.041,95 pontos, acumulando alta semanal de 0,19%.

Às 11h09 desta segunda, o Índice Bovespa subia 0,20%, na máxima em 174.449,94 pontos, ante máxima em 174.938,86 pontos (+0,52%), e abertura na mínima em 174.048,13 pontos, com variação zero. Petrobrás cedia quase 2,5% e Vale, -0,52%. Entre bancos, Itaú e Bradesco subiam em torno de 1%. Na lista das maiores altas estava Hapvida (+5,95%) e, na ponta oposta, Prio (-3,26%).

(Com Agência Estado)

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