Em entrevista coletiva em Washington, onde participou das reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), Durigan destacou que um eventual acordo "crível" entre Estados Unidos e Irã poderia eliminar a necessidade de continuar com o suporte fiscal.
"Se temos um acordo que se torna crível, eventualmente, no fim de maio, não precisamos prosseguir com essa desoneração de PIS/Cofins no diesel", exemplificou o ministro da Fazenda, acrescentando que o governo está sendo "cuidadoso" para avaliar a necessidade das ações até o fim de maio.
Durigan lembrou que o governo já anunciou uma série de subsídios para o diesel, gás de cozinha e querosene de aviação, além de ações para garantir os preços mínimos de frete rodoviário. Segundo o ministro, não há novas medidas em estudo, mas outras ações podem ser adotadas, se necessário.
"Se for preciso avançar em algumas frentes, eu não vou ter problema em avançar, dado o meu arcabouço e o que eu deixei encaminhado aqui. O meu arcabouço, eu digo as medidas que podemos adotar, garantindo neutralidade fiscal, aprovando as regras no Congresso", disse.
Ele lembrou que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é evitar que as pessoas paguem pelos custos da guerra. Anunciou, ainda, que a Fazenda vai manter contato semanal com o FMI e o Banco Mundial sobre as medidas adotadas para controlar o aumento dos preços de combustíveis.
'Taxa das blusinhas'
Dario Durigan também disse que não tem tratado sobre possíveis mudanças no imposto de importação sobre encomendas internacionais de até US$ 50, a chamada "taxa das blusinhas".
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já disse publicamente considerar "desnecessária" a medida, criada por lei pelo Congresso Nacional em 2024. O vice-presidente Geraldo Alckmin, por outro lado, defendeu a cobrança na última quinta-feira, 16.
(Com Agência Estado)
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