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Economia Sexta-feira, 25 de Setembro de 2026, 22:00 - A | A

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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2026, 22h:00 - A | A

Durigan: Juro alto aqui envolve melhora fiscal, mas também é estrutural

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira, 25, que a redução dos juros no Brasil depende de uma melhora das contas públicas, mas também exige enfrentar questões estruturais. Segundo ele, taxas mais baixas devem ser um legado de um eventual novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Esse esforço, que não é simplesmente, facilmente explicado pelo fiscal, ele envolve sim uma melhoria fiscal", disse o ministro, durante jantar de Lula com grandes empresários e executivos em São Paulo, organizado por Esfera, Prerrogativas e Parlatório. Segundo Durigan, o governo melhorou o resultado primário em dois pontos porcentuais do Produto Interno Bruto (PIB).

O ministro defendeu que a gestão adotou práticas fiscais que devem ser preservadas. Ele afirmou que nenhuma proposta enviada pelo Executivo e aprovada pelo Congresso ficou sem a respectiva fonte de receita ou adequação orçamentária. E ainda criticou integrantes da equipe econômica do governo Jair Bolsonaro.

"Isso é muito diferente do governo anterior e parte da equipe do governo anterior que agora se diz liberal, com muita fala fácil, deixou de cumprir no passado. Muita despesa contratada para o País sem a respectiva receita", disse Durigan.

Durigan ressaltou também que a responsabilidade fiscal deve ser compartilhada pelos três Poderes. Citou a atuação do governo no Supremo Tribunal Federal (STF) no caso da desoneração da folha de pagamentos e afirmou que o Judiciário estabeleceu que o Congresso não pode aprovar medidas sem compatibilidade orçamentária.

(Com Agência Estado)

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