O ministro afirmou que a equipe econômica quer primeiro dimensionar a dependência do setor em relação a esse tipo de receita e ouvir as demandas antes de decidir os próximos passos. "Por determinação do presidente Lula, vamos chamar tanto os clubes de futebol quanto as confederações para entender qual é o real impacto", declarou Durigan em coletiva de imprensa após a cerimônia de anúncio de proibição dos sites de apostas, que são os maiores patrocinadores do futebol.
Durigan indicou que a participação do dinheiro das bets nos orçamentos dos clubes varia, em média, na casa de um dígito, e que qualquer resposta do governo dependerá do diagnóstico a ser feito nas reuniões. "Caso seja necessário, caso essa seja a avaliação do governo, vamos adotar uma medida na sequência. Mas para hoje, não", disse o ministro.
Ao justificar a decisão de endurecer as regras contra as bets, o ministro afirmou que o governo ponderou diferentes cenários, como proibir o funcionamento apenas de cassinos online, e avaliou impactos em outros segmentos. A decisão, contudo, foi por uma proibição completa dos sites de apostas, dadas as consequências sociais.
Segundo Durigan, a avaliação foi que seria necessária uma medida mais protetiva. "Estamos lidando com um tema grave, que tem gerado repercussão negativa para a sociedade", afirmou.
(Com Agência Estado)
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