"Não vamos conseguir enfrentar concorrência sem instituições públicas suficientes. O BNDES é um exemplo", disse ele. Mercadante também citou que a região do mundo que mais cresce economicamente, a Ásia, possui diversos bancos públicos e que oferecem linhas de crédito com subsídio.
Ele também pontuou que "não há inovação" sem que o Estado aja para diminuir o risco do setor empresarial. De acordo com o presidente do BNDES, instituições como o próprio Fundo Monetário Internacional (FMI) defendem a existência de política industrial, ainda que o tema seja, muitas vezes, um tabu no País.
Ao final de sua fala, Mercadante ainda destacou que o presidente Lula tem compromisso com a política fiscal. "Quem pegou essa bucha do governo anterior foi esse companheiro que está aqui hoje, Fernando Haddad", disse Mercadante, se referindo ao ex-ministro, que também estava presente no jantar e pontuando que foi Haddad que "colocou a casa em ordem".
Ao falar sobre o futuro, Mercadante reconheceu que há desafios e destacou sobretudo que é preciso resolver a questão previdenciária, especialmente no que se refere a Estados e municípios. Ele também defendeu que os juros no Brasil precisam ser mais baixos.
(Com Agência Estado)
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