"Depois da eleição isso tem de se resolver, pela própria gravidade da discussão econômica. Isso vai migrar de lugar e nós vamos resolver o problema da tarifa", disse Durigan. A entrevista foi concedida à CNN Brasil nos bastidores do Fórum CEO Brasil 2026, que ocorre em Mata de São João (BA).
Durigan enfatizou que, do ponto de vista econômico, as tarifas são descabidas, uma vez que o Brasil é um gerador de superávit para os EUA na balança comercial. Ele ressaltou que o Brasil compra mais dos Estados Unidos, importando produtos farmacêuticos, serviços de nuvem e tecnologia, enquanto exporta suco de laranja e carne, caracterizando as tarifas como "muito injustas" para um país mais pobre.
Em outro ponto abordado, Durigan confirmou que o governo trabalha para endurecer as regras em relação às casas de apostas esportivas, conhecidas como "bets".
O governo atual, segundo ele, "começou a endereçar" a questão da regulamentação das bets, classificando-a como uma "pandemia herdada". Foram regulamentados tributos de 15% sobre o GGR (Gross Gaming Revenue), proibida a participação de beneficiários de programas sociais como Bolsa Família e BPC, e de endividados pelo Desenrola. Além disso, o mercado preditivo, denominado "bet 2.0", que envolvia apostas em temas como morte de pessoas ou clima, foi proibido no Brasil.
Apesar dessas medidas, o ministro expressou preocupação com os dados recentes que indicam que R$ 60 bilhões das famílias brasileiras foram para as bets nos últimos anos.
Durigan concluiu a entrevista reafirmando o compromisso do governo em estudar novas "vacinas" para o endividamento das famílias e temas relacionados às bets para proteger o poder de compra.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
(Com Agência Estado)
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