Os contratos futuros de petróleo seguem voláteis. A commodity passou a cair há pouco, após países europeus, Japão e Canadá sinalizarem esforços conjuntos para garantir a navegação no Estreito de Ormuz. Além disso, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, indicou a possibilidade de suspensão de sanções ao petróleo iraniano já em alto-mar nos próximos dias.
Em Teerã, o aiatolá Mojtaba Khamenei afirmou que o Irã intensificará ações contra inimigos internos e externos após a morte do ministro Esmail Khatib em ataque de Israel, no 21º dia da guerra. Ele defendeu reforço da segurança e não é visto em público desde que assumiu, após a morte do líder supremo Ali Khamenei.
O dirigente do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do BC da Alemanha (Bundesbank), Joachim Nagel, disse que o BCE pode elevar juros já em abril se a guerra pressionar a inflação. Já François Villeroy de Galhau, presidente do BC da França, afirmou que eventuais altas serão avaliadas a cada reunião.
No Reino Unido, os rendimentos dos Gilts de 10 anos do Reino Unido atingiram máxima desde 2008 (4,942%) com a guerra no Oriente Médio elevando temores de inflação via energia e após aumento do endividamento público a ?14,3 bi, acima do esperado (?9,3 bi), reforçando preocupações fiscais.
Na Rússia, o Banco Central cortou juros em 0,50 ponto porcentual, para 15%, citando desaceleração da inflação, mas alertou para maior incerteza externa.
No Brasil, o investidor também acompanha o noticiário político e econômico. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, exonerou Fernando Haddad do Ministério da Fazenda, nomeando Dario Durigan para o cargo. Haddad é o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo.
Também sancionou lei que triplica incentivos à indústria química e petroquímica em 2026, de R$ 1,1 bi para R$ 3,1 bi, com ajustes temporários de PIS/Cofins no Regime Especial da Indústria Química (REIQ).
O presidente Lula viaja à cúpula esvaziada da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) na Colômbia, que acontece neste sábado, para evitar o enfraquecimento do bloco.
Pouco depois das 10 horas, o dólar à vista ganhou força e atingiu máxima a R$ 5,2562 (alta de 0,78%).
O operador sênior da AGK Corretora, Fernando César, afirma que o dólar reage à intensificação dos ataques no Oriente Médio e à volatilidade do petróleo. Segundo ele, em uma sexta-feira é comum o mercado adotar postura mais defensiva, em especial em momento de guerra, com busca por proteção na moeda americana e em ativos seguros, como Treasuries e Gilts.
Além do cenário externo, o ambiente doméstico adiciona pressão, afirma ele, citando a delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, elevando a incerteza, somada a medidas que impactam as contas públicas, como o subsídio do governo ao diesel e a antecipação do 13º do INSS.
(Com Agência Estado)
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