"Se houver progresso contínuo em direção à nossa meta de 2%, estou disposto a apoiar a manutenção da taxa de política monetária em seu nível atual", disse Waller, em discurso preparado para evento da Reuters. Por outro lado, acrescentou, "se a inflação vier quente, eu consideraria um aumento da taxa".
Segundo o dirigente, os dados recentes sugerem que os EUA estão "finalmente vendo alguns sinais de desinflação", embora a inflação permaneça significativamente acima da meta de 2% do Fed.
A inflação subjacente medida em três meses caiu de 4,76% em fevereiro para 3,05% em julho, trajetória que Waller classificou como encorajadora, ainda que incompatível com o objetivo da autoridade monetária.
Waller afirmou que sua decisão na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) de 15 e 16 de setembro dependerá fortemente dos dados de inflação de agosto. Caso a melhora recente se mostre passageira, uma elevação dos juros poderá ser apropriada.
O diretor avaliou ainda que a política monetária atualmente restringe apenas ligeiramente a demanda agregada. Por isso, segundo ele, talvez não seja necessária uma aceleração muito grande da inflação para que passe a apoiar uma postura mais restritiva. Waller também apontou riscos altistas para os preços, incluindo a nova alta da energia e a possibilidade de novas tarifas.
(Com Agência Estado)
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