Em alguns Estados, as altas do diesel ainda superam 8%, como Paraná (+9,10%), São Paulo (+8,67%), Distrito Federal (+8,18%), Sergipe (+8,10%) e Paraíba (+8,06%), evidenciando que os efeitos da precificação ocorrem de forma desigual pelo País. Na média, o diesel S-10 subiu 6,38% no mês.
Apenas o Acre registrou queda no período, passando de R$ 7,211 em março para R$ 6,827 por litro em abril (-5,33%). Os dados são do levantamento da ValeCard realizado com base em transações entre 1º e 26 de abril em mais de 25 mil postos credenciados, e mostram um mercado ainda pressionado, com maior impacto sobre o diesel, enquanto gasolina e etanol apresentam variações mais moderadas.
Na média nacional, a gasolina passou de R$ 6,706 em março para R$ 6,910 por litro em abril, alta de R$ 0,204 (+3,04%), enquanto o etanol subiu de R$ 4,847 para R$ 4,878 (+0,64%). Já o diesel S-10 avançou de R$ 6,893 para R$ 7,333 o litro.
O levantamento, baseado nos pagamentos realizados na rede credenciada, reflete os valores efetivamente pagos pelos motoristas e permite acompanhar com maior precisão a dinâmica de preços no País. Apesar da continuidade da alta, abril marca uma mudança no ritmo dos reajustes.
"Apesar de os dados consolidados ainda indicarem um patamar mais elevado, o movimento de alta do diesel não foi linear ao longo do período. A pressão começou a se intensificar a partir da segunda quinzena de março, com um pico concentrado entre o fim do mês e o início de abril, impulsionado por reajustes recentes e pela necessidade de recomposição de preços", afirmou o diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, Marcelo Braga. "Neste momento, o que observamos é uma inflexão nesse movimento, com desaceleração e tendência de acomodação ao longo das próximas semanas, à medida que o mercado absorve esse choque inicial", acrescentou.
Ainda assim, o cenário segue incerto, observou Braga. Fatores externos, como mudanças na dinâmica da Opep, incluindo a saída recente dos Emirados Árabes Unidos, podem trazer novos episódios de volatilidade e impactar a formação de preços. "Ou seja, há sinais de estabilização no curto prazo, mas o ambiente ainda exige atenção", concluiu o diretor.
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(Com Agência Estado)
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