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Economia Terça-feira, 14 de Julho de 2026, 09:00 - A | A

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Terça-feira, 14 de Julho de 2026, 09h:00 - A | A

Conab eleva previsão de recorde na safra 2025/26 para 360,11 mi/t (+2,2% ante 2024/25)

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A produção brasileira de grãos da safra 2025/26 está estimada em 360,11 milhões de toneladas, volume 2,2% superior ao registrado na temporada passada 2024/25 (352,27 milhões de t), o que representa um acréscimo de 7,8 milhões de toneladas. Em comparação com a previsão anterior, de junho, houve aumento de 0,4%, ou 1,48 milhão de t.

O resultado reflete a maior área destinada para o cultivo de grãos no País, projetada em 83,54 milhões de hectares (crescimento de 2,2% ante 81,73 milhões de hectares de 2024/25), enquanto a produtividade média nacional das lavouras deve se manter praticamente estável, prevista em 4.311 quilos por hectare. Os dados estão no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta terça-feira, 14, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A colheita das três safras de milho no atual ciclo está estimada em 141,73 milhões de toneladas, volume 0,4% superior ao ciclo passado (141,16 milhões de t). A primeira safra do cereal já está quase toda colhida, e a produção está estimada em 29,6 milhões de toneladas, aumento de 18,7% ante 2024/25 (24,94 milhões de t).

Já na segunda safra do grão, a colheita atinge 38,9% da área destinada para cultura, índice inferior à média dos últimos 5 anos. "Principal produtor do grão, Mato Grosso registrou condições climáticas favoráveis durante o ciclo, proporcionando um bom desenvolvimento da segunda safra de milho. Já em Goiás, Minas Gerais e Piauí os veranicos ocorridos em abril e maio influenciaram no desempenho da cultura", relatou.

Neste cenário, a Conab espera que sejam colhidas 109,43 milhões de toneladas na segunda safra do cereal, queda de 3,4% (113,23 milhões de t em 2024/25). Para a terceira safra, espera-se uma produção de 2,7 milhões de t, baixa de 10% (2,99 milhões de t na temporada anterior). "No momento, as baixas precipitações que vêm ocorrendo, especialmente em Sergipe e Alagoas, trazem reflexos à evolução das lavouras", acrescentou a estatal.

O algodão tem produção prevista em 4,06 milhões de t de pluma, com 8,1% da área já colhida, 78,4% em maturação e 13,5% em formação de maçãs. O volume estimado é 0,5% menor ante 2024/25 (4,08 milhões de t). "As boas condições climáticas favorecem o bom desenvolvimento das lavouras, refletindo em um ganho na produtividade de 2,8% em relação à safra 2024/25. Essa melhora no desempenho médio das lavouras compensou a diminuição em 3,2% na área plantada, que neste ciclo foi próximo a 2 milhões de hectares", disse a Conab.

Com colheita finalizada, a soja alcança uma produção de 180,57 milhões de toneladas, avanço de 5,3% em relação à safra passada (171,48 milhões de t), resultado do aumento de 2,7% na área cultivada, aliado ao bom pacote tecnológico utilizado pelos produtores, e às condições climáticas favoráveis.

O arroz também tem colheita encerrada e apresenta uma produção de 11,09 milhões de toneladas, 13,1% abaixo do volume produzido na safra passada (12,76 milhões de t), reflexo de uma menor área destinada ao produto.

No caso do feijão, a produção total estimada é de 3,02 milhões de toneladas, 1,4% inferior ao ciclo anterior (3,06 milhões de t). "Mesmo com a redução prevista para estes dois importantes produtos para o consumo dos brasileiros, o volume a ser colhido garante o abastecimento no mercado doméstico", destacou a Conab.

Já o trigo, produto de destaque entre as culturas de inverno, se encontra em fase final de plantio. A expectativa da Conab é de uma redução de 23,5% no volume a ser colhido, estimado em 6,03 milhões de toneladas ante 7,87 milhões de t em 2025. "O resultado reflete tanto a menor área destinada ao cereal como a expectativa de uma menor produtividade média a ser registrada nas lavouras neste ciclo", concluiu a Conab.

(Com Agência Estado)

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