A UNCTAD prevê expansão de apenas 2,6% para o PIB mundial tanto em 2025 quanto em 2026, patamar considerado anêmico mesmo diante do potencial ganho de produtividade gerado pela inteligência artificial. Nos Estados Unidos, a economia deve esfriar de 1,8% para 1,5% em 2026; na China, a desaceleração vai de 5% para 4,6%. A Europa, ainda que conte com estímulos fiscais pontuais - como os anunciados pela Alemanha -, deverá exibir demanda modesta. O resultado é um ambiente de menor apetite por importações, condições financeiras mais apertadas e maior exposição a choques nos países emergentes.
Paralelamente, quatro forças estão redesenhando os fluxos comerciais: o avanço do protecionismo, a reorganização das cadeias de suprimentos, a corrida pelas transições digital e verde e regras nacionais cada vez mais rígidas. Esse quadro eleva incertezas e custos, reduzindo o horizonte de planejamento de empresas e governos.
Para os países em desenvolvimento (excluída a China), o crescimento projetado recua de 4,3% em 2025 para 4,2% em 2026, sinal de que o vento externo deixou de soprar a favor. Diante desse contexto, a UNCTAD recomenda reforçar a integração regional, aproveitar nichos do comércio digital e adotar políticas industriais focadas em resiliência.
Sem tais medidas, adverte a entidade, o esfriamento do ciclo global pode estagnar investimentos, emprego e renda, especialmente nas economias mais vulneráveis.
(Com Agência Estado)
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