Quarta-feira, 22 de Julho de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Economia Quarta-feira, 22 de Julho de 2026, 08:00 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Quarta-feira, 22 de Julho de 2026, 08h:00 - A | A

CNI mantém PIB de 2026 em 2% e eleva projeção de crescimento da indústria para 2,1% neste ano

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve em 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026, mas revisou para cima a expectativa de desempenho da indústria. A estimativa para o setor passou de 1,6% para 2,1%, segundo o Informe Conjuntural do 2º Trimestre divulgado nesta quarta-feira (22) pela CNI.

A revisão foi puxada principalmente pela indústria extrativa, cuja previsão de crescimento passou de 7,8% para 9,1%. De acordo com a confederação, o aumento da produção de petróleo deve impulsionar o segmento, que é menos sensível aos efeitos dos juros elevados e das condições restritivas.

"A revisão da expectativa de crescimento da indústria de transformação se deve ao desempenho de três segmentos especificamente: derivados de petróleo, produtos farmoquímicos e farmacêuticos e automóveis", afirmou o diretor de Economia da CNI, Mario Sergio Telles.

A CNI também elevou a projeção da indústria de transformação, de 0,3% para 0,6% em 2026. Apesar da revisão positiva, a entidade avalia que a maior parte do setor continua pressionada pela concorrência de produtos importados, pelos juros elevados e pelo aumento de custos decorrente da guerra no Oriente Médio.

Para a construção civil, a expectativa de crescimento passou de 1,3% para 1,5%. A entidade atribuiu a melhora à ampliação do Sistema Financeiro da Habitação, às mudanças nas regras do crédito imobiliário, ao programa de Reforma Casa Brasil e à continuidade de investimento em infraestrutura.

A agropecuária também teve a projeção revisada para cima. A expectativa de crescimento passou de 1,1% para 1,8%, impulsionada pela perspectiva de uma nova safra recorde de soja e pelo avanço da produção animal. A entidade destacou que, no fim de 2025, a previsão para o setor era de estagnação.

Na direção oposta, o setor de serviços foi o único a registrar revisão negativa. A estimativa de expansão caiu de 2,1% para 1,9%. Segundo a CNI, o aumento do endividamento e da inadimplência das famílias, além da manutenção dos juros elevados, deve limitar a demanda por serviços, apesar do suporte vindo do mercado de trabalho, do varejo e de medidas de estímulo ao consumo.

A entidade avalia que o crescimento da economia brasileira em 2026 continuará sustentado principalmente pelos setores ligados a commodities e pela demanda doméstica, mas seguirá limitado pela política monetária restritiva, pela inflação e pelas incertezas fiscais.

(Com Agência Estado)

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão. 

 

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros