Entre os principais anúncios, Carney comunicou que o Canadá permitirá a entrada de até 49 mil veículos elétricos chineses no mercado doméstico, com tarifa de nação mais favorecida de 6,1%. Segundo o premiê, o entendimento deve estimular investimentos em joint ventures no Canadá e fortalecer a cadeia local de produção, criando "novas opções de menor custo" para os consumidores.
No setor agroalimentar, Carney disse ter assegurado um acordo preliminar para reduzir barreiras comerciais. Pelo entendimento, a China deverá cortar até 1º de março as tarifas sobre a canola canadense de cerca de 84% para aproximadamente 15%. Além disso, ervilhas, lagostas e caranguejos deixarão de estar sujeitos a tarifas discriminatórias a partir dessa data. Em publicação no X, o premiê afirmou que a iniciativa busca "remover barreiras comerciais para destravar bilhões de dólares em negócios" para produtores e trabalhadores canadenses.
Os comunicados canadenses destacam ainda a meta de elevar em 50% as exportações do Canadá para a China até 2030 e ampliar a cooperação em energia limpa, governança global, segurança, intercâmbio cultural e turismo. Segundo Carney, "ao alavancar nossas forças e focar em comércio, energia e agroalimentos", o Canadá e a China buscam construir uma parceira que "beneficie os povos de ambas as nações".
Carney ainda pontuou que, "em um mundo mais dividido e incerto", o Canadá trabalha "com urgência" para diversificar parceiros comerciais e atrair investimentos. A visita marcou a primeira ida de um premiê canadense à China desde 2017.
(Com Agência Estado)
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