As projeções de referência preveem que a inflação da energia se tornará negativa em 2027, principalmente devido aos efeitos da base energética descendente, e aumentará notavelmente em 2028, quando a implementação do Sistema de Comércio de Emissões da UE 2 (ETS2) deverá ter um impacto positivo de 0,2 pontos porcentuais na inflação geral.
A inflação dos alimentos deverá acelerar a partir do final de 2026, à medida que as pressões de custos decorrentes do aumento dos preços da energia se refletirem nos preços dos alimentos para o consumidor, antes de diminuir em 2028.
O crescimento salarial deverá moderar nos próximos anos, embora a um ritmo mais lento do que o previsto nas projeções anteriores, devido a alguns efeitos de compensação da inflação relacionados ao choque nos preços da energia.
"As revisões para cima da inflação seriam ainda mais acentuadas em cenários alternativos com um choque de energia mais severo e prolongado", destacou o BCE.
(Com Agência Estado)
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