"A ampliação do acesso foi acompanhada pela entrada de tomadores com perfil de risco mais elevado e por mudanças nas características das operações contratadas. Nesse contexto, os indicadores iniciais sugerem aumento da materialização de risco, embora parte desse comportamento possa estar associada a desafios operacionais do novo arranjo", observa o documento.
O BC pontua que a implementação do novo arranjo foi acompanhada por forte crescimento das contratações e do saldo da carteira de consignado privado. Também avalia que a reformulação do produto foi acompanhada por redução da concentração de mercado e ampliação da participação de novos ofertantes.
"Historicamente, a oferta de consignado privado concentrava-se predominantemente nos grandes bancos privados. Com a implementação da plataforma centralizada, as instituições públicas lideraram as concessões nos meses iniciais. Posteriormente,
observou-se aumento da participação dos digitais e demais bancos privados, contribuindo para aumentar a concorrência", detalha.
O REF analisa ainda que apesar de taxas de juros mais elevadas que as do consignado privado anterior, o novo programa oferece aos tomadores um crédito de custo mais acessível. Avalia também que a utilização dos recursos do consignado privado para substituir dívidas bancárias preexistentes mostrou-se relativamente limitada.
(Com Agência Estado)
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