Segundo Maria Francisca, mãe de Kethiny, a filha sentia dores de cabeça e no maxilar desde a infância, além incômodos na mastigação e na respiração.
A jovem morreu dois dias após o procedimento, que terminou com complicações. A família acusa a Santa Casa de Guaratinguetá, no interior de São Paulo, de negligência e afirma que segue sem entender o que ocorreu e a causa da morte.
"Estamos devastados. Ela era uma menina linda, comunicativa e que era a ponte da família e dos amigos. Nós queremos respostas, em respeito a memória da minha filha. Mesmo que não traga ela de volta", disse
A família registrou um boletim de ocorrência contra a Santa Casa do município, onde foi realizada a operação. Procurada pelo Estadão, a instituição não se manifestou. O espaço segue aberto.
Segundo a família, o médico responsável pela cirurgia informou que a jovem sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi entubada na UTI. No entanto, a equipe não tinha informações detalhadas sobre as possíveis causas do problema. O procedimento foi realizado na terça, 20. A jovem morreu dois dias depois.
A irmã da vítima, Kevely Caetano, explica que a documentação médica indicou um quadro de choque e hipóxia (falta de oxigenação) ao final da cirurgia, além de outras intercorrências não esclarecidas.
Já a guia de encaminhamento ao Instituto Médico Legal (IML) apontou choque refratário e uma possível lesão encefálica anóxica no pós-operatório. A certidão de óbito registra choque cardiogênico e choque distributivo.
A mãe e a irmã de Kethiny também questionam a conduta do médico responsável pela operação. Segundo elas, o profissional demorou cerca de três horas para informar a família sobre o falecimento. Quando confrontado, ele alegou que a falha tinha sido da equipe de enfermagem e do anestesista.
(Com Agência Estado)
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