Os registros, que constam na agenda oficial do BC, contradizem informação dada pela defesa de Lima em novembro do ano passado. Na época, a defesa afirmou que o banqueiro se desligou "definitivamente de todas as funções executivas no Banco Master em maio de 2024".
Contatados, o Banco Central e o Banco Master não se manifestaram sobre os registros até a publicação deste texto.
O Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) não conseguiu contato com a defesa de Augusto Lima.
Assinada pelos advogados Ticiano Figueiredo, Pedro Ivo Velloso e Sebástian Borges de Albuquerque Mello, uma nota foi divulgada após Lima ser preso pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras envolvendo o Master. O texto diz que Lima foi surpreendido pela operação, uma vez que as investigações seriam sobre fatos posteriores à sua saída.
Nesta Quarta-feira de Cinzas, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, ex-Voiter, comandado por Lima. Em agosto do ano passado, o próprio BC aprovou a transferência do controle societário do Banco Voiter, que fazia parte do conglomerado do Master até julho daquele ano, para o banqueiro. Com a transferência, a instituição teve seu nome alterado.
Duas das reuniões levantadas pelo Broadcast, ocorreram às vésperas da transferência de controle ser oficializada. Em 6 de agosto, o presidente do Master, Daniel Vorcaro, e Lima se encontraram com o diretor do de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino.
Já no dia 14 do mesmo mês, a dupla se encontrou novamente com Aquino, mas a reunião também contou com a participação do então diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, Renato Gomes, e do procurador-geral Cristiano Cozer.
No mês seguinte à transação, Lima atuou novamente como CEO do Master em uma videoconferência com Aquino realizada um dia antes da autarquia rejeitar a compra do banco pelo Banco de Brasília (BRB). Vorcaro também consta na agenda.
A relação de Lima com o Master começou em 2019, após o banco incorporar a Credcesta. Ele teria deixado a sociedade em 2024.
Conforme levantamento feito pelo Broadcast, Lima também se reuniu com o BC como CEO do Master em 11 de abril, 8 de maio, 2 de julho e 19 de julho de 2025. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, estava presente nesses encontros com diretores da autarquia.
A primeira e única reunião de Lima como diretor-presidente do Pleno foi realizada em 11 de setembro, cerca de um mês após a transferência de controle societário ser aprovada pela autarquia. O encontro ocorreu por meio de videoconferência com Aquino e Gomes.
A reportagem considerou apenas encontros listados na agenda oficial das autoridades.
(Com Agência Estado)
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