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Economia Quarta-feira, 27 de Maio de 2026, 17:30 - A | A

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Quarta-feira, 27 de Maio de 2026, 17h:30 - A | A

Após operação em 2022, XP, AZ Quest e Azimut fazem acordo com Cade e pagarão R$ 2,783 mi

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) validou nesta quarta-feira um acordo com a XP Managers, a AZ Quest e a Azimut, por operação consumada em 2022 e notificada ao órgão antitruste apenas em 2025. Como o caso foi resolvido por acordo, as partes irão pagar contribuição pecuniária no valor de R$ 2,783 milhões.

A operação consistiu na alienação, pela Azimut, de participação societária de 5% do capital social da AZ Quest para a XP Managers. Ela foi notificada ao Cade espontaneamente em julho de 2025. Em 2021, ano anterior à operação, o Grupo XP registrou faturamento no Brasil de R$ 758 milhões. No mesmo ano, o Grupo Azimut obteve um faturamento no País superior a R$ 75 milhões. "Assim, restou constatado que outros grupos envolvidos na operação satisfaziam os critérios legais de faturamento", argumentou o relator, conselheiro Diogo Thomson.

A Azimut faz parte do Grupo Azimut, um gestor de investimentos independente da Itália, com capital aberto e ações listadas na bolsa de Milão. No Brasil, o grupo atua em duas frentes principais: gestão de patrimônios e gestão de recursos. Por sua vez, a AZ Quest é uma das maiores gestoras independentes de fundos do Brasil, com estratégias como macro, renda fixa, renda variável, crédito privado, arbitragem, sistemáticos, agronegócio, infraestrutura, imobiliários, internacionais e suas versões previdenciárias. Por fim, a XP Managers é um fundo de investimento em participações que faz parte do Grupo XP, o qual desempenha atividades nos seguintes segmentos de corretagem de valores, distribuição de produtos de investimento, administração de clubes e fundos de investimento, gestão de fundos de investimento e outros.

Ao Cade, as partes esclareceram que a operação foi formalizada em outubro de 2021 por meio da celebração do Share Purchase and Sale Agreement, e consumada em janeiro do ano seguinte. Disseram que a operação resultou em limitada sobreposição horizontal entre as atividades da AZ Quest e do Grupo XP no mercado de gestão de fundos de investimentos, além de integração vertical entre a gestão de fundos de investimentos pela AZ Quest, de um lado, e a distribuição de produtos financeiros e de investimento pelo Grupo XP, de outro. "Tais relações não resultam (e já não resultaram desde sua implementação em 2022) em quaisquer preocupações concorrenciais, em razão das baixas participações das partes nesses mercados", alegaram.

Ainda assim, o Cade entendeu que a operação era de notificação obrigatória. Foi atenuante a notificação espontânea apresentada em 2025, enquanto entrou como agravante o maior intervalo de tempo e a falta de razões externas que justifiquem a omissão da notificação.

As representadas se comprometeram a recolher ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos contribuição no valor de R$ 2.783.094,32, a ser paga à vista. A pactuação com o órgão foi firmada na forma de Acordo em Apuração de Ato de Concentração (APAC).

(Com Agência Estado)

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