"Nós temos direcionado os esforços do governo para proteger a população das mais diversas maneiras possíveis e é preciso contar com a colaboração dele e do presidente Hugo Motta presidente da Câmara com relação à responsabilidade fiscal das pautas que estão aparecendo no Congresso", disse o ministro a jornalistas ao deixar a sede da pasta.
"Apontei a preocupação, inclusive, com vários projetos e PECs que foram apresentados por senadores e na Câmara dos Deputados da base do governo, inclusive, e que muitas vezes acabam confundindo um momento político eleitoral em que se quer dar respostas a setores, mas a gente não pode perder de vista a responsabilidade fiscal com o País, com a economia como um todo", continuou.
Entre os projetos apontados estão o da renegociação das dívidas rurais, os que buscam instituir pisos salariais nacionais para diversas profissões e a proposta que amplia a imunidade tributária de entidades religiosas. "A gente não pode confundir um momento em que se quer, de maneira muitas vezes legítima, dar respostas para os setores, para as respectivas bases, mas a gente não pode botar a economia do País em risco por conta dessas pauta".
Na sequência, o ministro disse confiar na condução do presidente do Senado e na compreensão dele sobre o momento sensível no mundo. "Se a gente não cuidar também da agenda do Congresso, nós podemos ter um impacto muito ruim para a economia e, de roldão, pegar esses setores que muitas vezes pedem um benefício ou outro no Senado e no Congresso como um todo", prosseguiu.
Por fim, o titular da Fazenda agradeceu Alcolumbre pela agenda, classificando o diálogo como "longo e muito construtivo", e considerou que o senador tem tido sensibilidade com a pauta da equipe econômica e com a responsabilidade fiscal.
(Com Agência Estado)
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