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Política Terça-feira, 09 de Junho de 2026, 10:10 - A | A

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Terça-feira, 09 de Junho de 2026, 10h:10 - A | A

OPERAÇÃO GEMINI

Paula defende Faissal e atribui investigação da PF a perseguição política; veja vídeo

A presidente da Câmara de Cuiabá afirmou que operação foi recebida com "tranquilidade" e que confia que fatos serão esclarecidos

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), defendeu o irmão, o deputado estadual Faissal Calil (PL), apontado pela Polícia Federal como operador financeiro no esquema de venda de sentenças investigado na Operação Gemini. A vereadora disse que Faissal é alvo de perseguição política motivada pela campanha à reeleição à Assembleia Legislativa (ALMT) e reiterou a inocência do irmão. 

LEIA MAIS: Faissal é mencionado em mensagens de 'celular bomba' de Roberto Zampieri

"Eu tenho a certeza e confio nas instituições que tudo será esclarecido. Nós estamos num período de pré-campanha, aonde os deputados estão buscando sua reeleição e situações como essa, perseguições políticas como essas podem sim acontecer, todo político está suscetível. Mas eu confio com muita tranquilidade também que tudo será esclarecido na inocência do deputado Faissal", manifestou Paula Calil na tribuna nesta terça-feira (9).

A presidente falou que sua defesa não era na condição de irmã, mas de alguém que acompanhava Faissal desde 2012, quando ele ingressou no campo político como vereador em Cuiabá. "A gente recebe essa operação que aconteceu ontem com muita tranquilidade porque eu tenho convicção que tudo isso será esclarecido", ressaltou Paula.

Além da irmã, Faissal também recebeu o apoio do presidente do PL, Ananias Filho, que afirmou "confiar" na inocência do deputado e pontuou que ele tem direito à defesa, expondo sua versão sobre os fatos. 

OPERAÇÃO GEMINI

Faissal Calil passou a compor a investigação sobre venda de sentenças após seu nome ser mencionado nas mensagens do celular do advogado Roberto Zampieri, morto a tiros em dezembro de 2023, no Bosque da Saúde, em Cuiabá. Faissal foi assessor do desembargador Dirceu dos Santos, que está afastado do cargo após ser apontado como chefe do esquema. 

As mensagens do celular de Zampieri motivou a Operação Sisamnes. A Operação Gemini, deflagrada nesta segunda-feira (8) pela Polícia Federal, é um desdobramento do primeiro inquérito.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) aponta que o desembargador movimentou R$ 14,6 milhões nos últimos cinco anos. De acordo com as mensagens do aparelho de Zampieri, Dirceu enriqueceu a partir da venda de decisões.

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