"A principal conclusão obtida, e compartilhada por todos os membros do Comitê, foi a de que, em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado", seguiu.
O colegiado ressaltou ainda que o custo de desinflação sobre o nível de atividade ao longo do tempo é maior em ambientes com expectativas desancoradas. "O Comitê monitora com atenção a desancoragem das expectativas de inflação para prazos mais longos e tem debatido as possíveis causas desse movimento das expectativas", escreveu.
O Copom avalia que "perseverança, firmeza e serenidade na condução da política monetária" contribuirão para a reancoragem das expectativas, fator importante para a convergência da inflação à meta com menor custo.
Por fim, o documento cita ainda que as leituras mais recentes apontam para queda da inflação ao consumidor "tanto no índice cheio quanto na média das medidas subjacentes".
"Pelas duas métricas, o índice acumulado em 12 meses situa-se abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, porém ainda acima da meta. Ainda sob a mesma perspectiva das variações acumuladas em 12 meses, nas divulgações mais recentes as variações de preços aos produtores aceleraram, tanto em bens intermediários quanto em bens de consumo", escreve o comitê.
(Com Agência Estado)
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