O reajuste acontece em um momento de queda do preço do petróleo no mercado internacional, diante de novos avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz. Por volta das 10 horas desta sexta-feira, a commodity do tipo Brent operava em queda de 1,39%, a US% 103,4 o barril.
Apesar do aumento, a gasolina de Mataripe continua 2% abaixo do preço praticado no Golfo do México, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Em relação ao diesel, o preço na refinaria baiana está 10% acima do exterior.
Petrobras
Já a Petrobras completa 116 dias sem alterar o preço da gasolina. A defasagem média nas refinarias da estatal era de 66% no fechamento da quinta-feira, abrindo espaço para aumento de R$ 1,67 no mercado interno. A expectativa é de que a empresa anuncie o reajuste da gasolina no curto prazo, depois de ter aderido ao programa de subvenção do governo no último dia 20.
A estatal informou no entanto, que a adesão não altera a estratégia comercial, que continua levando em consideração sua participação no mercado, a otimização dos ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável, evitando o repasse aos preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio.
Em entrevista no início de maio, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, havia afirmado que aguardava a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) - que trata do uso da receita adicional com a alta do petróleo para compensar o aumento da gasolina no mercado interno -, para anunciar a alta do combustível. O PLP está em tramitação no Congresso.
Mais recentemente, Magda disse que o aumento da gasolina viria "já, já", mas alertou para a queda do preço do etanol, principal concorrente da gasolina, e o cuidado para a companhia não perder mercado.
(Com Agência Estado)
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