As tradicionais conversas de bar em Cuiabá ganharão um sotaque científico a partir das 19h desta segunda-feira (18) e se estenderão até o dia 20 de maio. A capital mato-grossense sedia, na Cervejaria Louvada, as atividades do Pint of Science, que em 2026 consolida o Brasil como líder mundial do festival com o recorde histórico de 213 cidades participantes simultaneamente. O evento gratuito busca aproximar pesquisadores e sociedade em debates descontraídos e acessíveis, sem a necessidade de inscrições prévias.
A noite de abertura, sob o tema “Do Invisível ao Essencial: Ciência que Explica, Conecta e Transforma”, trará grandes referências da física nacional para discutir temas complexos de forma palatável ao público leigo. O presidente da Sociedade Brasileira de Física e professor da USP, Sylvio Roberto Accioly Canuto, conduzirá a palestra principal abordando os mistérios, anomalias e o fascínio que envolvem a água. O debate contará ainda com a participação de Adalberto Fazzio, diretor da Ilum/CNPEM, e terá a mediação do professor Teldo Anderson da Silva Pereira, docente do Instituto de Física da UFMT, transformando as mesas do bar em um espaço de pura troca de conhecimento.
Na terça-feira (19), a programação mergulhará em um dos assuntos mais debatidos da atualidade com a mesa “Inteligência Artificial: Da Aplicação à Regulação”. O pesquisador Fernando Selleri abrirá os trabalhos ensinando como a população pode utilizar ferramentas de IA com senso crítico no cotidiano profissional e acadêmico. Na sequência, o professor Rodrigo Zanin, secretário adjunto da Seciteci-MT, desmistificará a tecnologia com a palestra “IA Não é Mágica, é Matemática com GPS”, sob a mediação do professor André Krindges, do Departamento de Matemática da UFMT, focando na lógica por trás dos algoritmos.
O encerramento do circuito, na quarta-feira (20), jogará luz sobre a representatividade feminina na academia com o painel “Do Invisível ao Protagonismo: Mulheres Transformando a Ciência”. A professora Solange Binotto Fagan, da UFN, apresentará os bastidores e a importância da Rede de Mulheres na Nanociência, enquanto a professora Gracyeli Santos Souza Guarienti, da UFMT, discutirá o impacto da tecnologia e da educação na construção de novos futuros. A mediação da última noite ficará a cargo da professora Thaís Reggina Kempner, docente do curso de Engenharia de Controle e Automação do campus de Várzea Grande da UFMT.
A coordenadora local do festival, professora Marilene Borges da Silva, destaca que a iniciativa funciona como um convite democrático para que a comunidade perceba o quanto a produção científica impacta diretamente as escolhas e a rotina da população. Globalmente, o coordenador nacional Eduardo Bessa reforça que o recorde de cidades participantes em 2026 coroa o esforço de interiorização da ciência brasileira, servindo como uma vitrine de excelência. Para garantir um lugar próximo aos palestrantes na Cervejaria Louvada, a organização recomenda que os interessados cheguem cedo, já que a entrada é por ordem de chegada.
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