Entre 13 e 15 de março, a 8ª Mostra Quariterê de Cinema vai circular pelo Centro Histórico de Cuiabá, levando ao público exibições de filmes no Cine Teatro, além de oficinas, apresentações musicais e atividades formativas que ocupam diferentes espaços como o Museu de Imagem e Som de Cuiabá (MISC) e Praça da Mandioca.
Com o tema “A Memória como Tecnologia de Resistência”, o evento propõe refletir sobre o papel da memória como instrumento de sobrevivência e criação entre povos negros, indígenas e comunidades tradicionais.
A 8ª Mostra Quariterê de Cinema tem caráter competitivo e contará com três dias de programação, incluindo exibições de filmes, master class, oficina e apresentações musicais com a Banda Calorosa, Sasminina e DJ Muluc. Serão premiados os filmes selecionados por um júri formado por integrantes do Instituto Quariterê e também premiação advinda do Júri Popular através de votação.
A formação é um dos eixos centrais da Mostra Quariterê de Cinema. Por meio do Aquilombamento Audiovisual Quariterê, o evento realizará oficinas no Museu de Imagem e Som de Cuiabá (Misc), atrações musicais na praça da mandioca, integrando a ocupação do Centro Histórico na semana anterior à programação oficial.
A proposta é oferecer atividades voltadas tanto a estudantes de cinema quanto a entusiastas da área, ampliando os processos de aprendizagem para além do ambiente universitário.
Edição e Assistência de Direção, com os cineastas Karkara Tunga (Assistência de Direção) Takumã Kuikuro (Montagem/Edição), estão entre os temas confirmados para as oficinas. A programação da mostra contará também com uma “Sessão Escola”, voltada para alunos no ensino público cuiabano, reforçando a perspectiva formativa da 8ª Mostra Quariterê de Cinema. Como convidada de honra o evento contará com Juliana Almeida, premiada cineasta brasileira, que ministrará uma masterclass destinada a entusiastas do cinema, estudantes de cinema, profissionais do cenário e público em geral.
De acordo com uma das membras fundadoras e atuantes do Aquilombamento Audiovisual Quariterê, Juliana Segóvia, o tema da mostra parte da compreensão de que a memória é, por si só, uma tecnologia ancestral de resistência.
“Povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais sustentam, há milênios, modos de viver e transmitir saberes que atravessam o tempo, nas histórias orais, nas ruínas e nas paredes antigas das cidades, nas práticas de trabalho e nas criações coletivas. É relevante compreender quem são as pessoas que ergueram as construções das cidades brasileiras (através das mãos, braços e saberes das populações racializadas) na vivência dos espaços urbanos enquanto experiência”. A partir disso, a mostra propõe um olhar para essa herança: “compreender o ontem como forma de seguir lutando hoje”.
O cinema, nesse contexto, é instrumento de memória. “Assim como o premiado longa brasileiro Ainda Estou Aqui, vencedor do Oscar 2025, trouxe à tona o debate sobre a ditadura militar, o cinema mato-grossense também revisita e reescreve histórias, desde o início do século XX até a contemporaneidade”, explica.
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