Durante uma visita técnica ao Porto de Miritituba (PA), comitiva da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) registrou uma fila de 25 km de carretas carregadas com soja que saiu de Mato Grosso. O registro é da manhã desta segunda-feira (23).
Os caminhoneiros reclamaram das longas filas para triagem e descarregamento, além da falta de apoio básico enquanto aguardam para descarregar.
“Aqui a gente está jogado, não tem banheiro, a gente passa dificuldade. São muitos pais de família e não tá merecendo esse descaso, abala muito é o psicológico. Tem colega que fica tantas horas e acaba fazendo coisa errada na estrada”, relatou o caminhoneiro Luigi Brischiliari.
Já o caminhoneiro Rodrigo Caicara apontou falhas na triagem e na organização do fluxo, que contribuem para a fila gigantesca. “O que a gente tá vendo aqui é falta de organização. Tem empresa que não tá suportando receber os caminhões. Isso vai entupindo a fila e por isso estou aqui há vários dias”, relatou.
O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, defendeu que esse gargalo no escoamento da produção agrícola não pode ser visto como algo normal e cobrou soluções construídas em conjunto pelos órgãos públicos e o setor produtivo.
“Não é possível enfrentar uma fila gigante como esta de caminhões aguardando para fazer triagem, para descarregar. Isso não tem lógica", disse.
Vilmondes defendeu um aumento na capacidade do porto, com expansão da área dos pátios, melhorias operacionais e reforço das equipes em períodos de maior fluxo. O presidente da Famato também cobrou novos armazéns, o que dará um alívio no período de pico da safra. "Tem que começar lá atrás: armazém, rodovias e porto. Isso é planejamento. Se o produtor colhe e consegue armazenar, esse fluxo aqui também melhora”, concluiu.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.



