O personal trainer Johnny Andrade, um dos turistas agredidos por comerciantes em Porto de Galinhas, no litoral de Pernambuco, passou por cirurgia após a identificação de quatro faturas na face. O procedimento foi realizado no último sábado (10) em Tangará da Serra (242 km de Cuiabá). Johnny e seu companheiro, Cleiton Zanatta, foram espancados por barraqueiros na praia.
“O negócio é mais sério que a gente podia imaginar”, disse Jhonny ao receber os exame. “Tenho quatro fraturas na face, duas fraturas no nariz, uma fratura abaixo do olho e uma fratura nessa região lateral do olho”.
De acordo com o cirurgião bucomaxilofacial Luis Fernando Simoneti, responsável pela cirurgia, os exames diagnosticaram várias fraturas na face. Ainda segundo ele, os socos que atingiram Jhonny ocasionaram um afundamento na região do nariz.
Como consequência, Jhonny sofreu diminuição da permeabilidade nasal, com dificuldades respiratórias após a lesão. Também foi constatada uma rinescoliose, um desvio do nariz, que impactaria a questão estética. A previsão da volta da sensibilidade no nariz de Jhonny é de cerca de 6 a 8 meses. A cirurgia foi bem-sucedida e Jhonny está com curativos no nariz.
RELEMBRE O CASO
O empresário Cleiton Zanatta, de 49 anos, e o companheiro, Johnny Andrade, relataram que a confusão em Porto de Galinhas começou após um desentendimento sobre a cobrança pelo aluguel de cadeiras e guarda-sol.
De acordo com o casal de turistas, o valor inicialmente combinado foi de R$ 50, mas, no momento do pagamento, os barraqueiros passaram a exigir R$ 80, sem aviso prévio. A recusa em pagar o novo preço teria desencadeado as agressões.
A Prefeitura de Ipojuca (PE) se manifestou nas redes sociais, lamentou o ocorrido e classificou o episódio como grave. O prefeito Carlos Santana (Republicanos) divulgou um vídeo pedindo desculpas aos turistas e anunciou medidas emergenciais, como o reforço da fiscalização na orla com a Guarda Municipal, Procon e agentes ambientais.
Como parte das providências, a prefeitura determinou a interdição, por uma semana, da barraca onde a confusão teve início e o afastamento dos funcionários envolvidos até a conclusão das investigações. A Polícia Civil também intimou os suspeitos de participação nas agressões.
Os barraqueiros, por sua vez, negam que o episódio tenha sido motivado por homofobia ou cobrança abusiva. Em nota, afirmaram que os valores cobrados estariam informados no cardápio do estabelecimento e que um dos funcionários também teria sido agredido durante a confusão.
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