Os trabalhadores da limpeza urbana em Várzea Grande compartilharam vídeos, na manhã desta terça-feira (20) no qual indicam uma paralisação geral. O movimento ocorre um dia após a prefeita Flávia Moretti (PL) comemorar a troca da empresa terceirizada. O Consórcio Pantanal assumiu o serviço em substituição à Locar Saneamento Ambiental, amparada por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O impasse não é operacional, mas trabalhista, desta vez os coletores e motoristas exigem segurança de que receberão seus direitos rescisórios da Locar antes de migrarem para a nova empresa.
De acordo com um representante do Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Urbana de Mato Grosso (Sindilimp-MT), ao HNT, enquanto a disputa judicial entre Prefeitura e Locar ocorria no TJ-MT e no STJ, os contratos de trabalho permaneceram ativos. Mesmo com a contratação temporária da Pantanal em meio à celeuma judicial.
Agora, com a saída definitiva da Locar, eles precisam ter seus contratos baixados e as verbas rescisórias pagas.
“Enquanto estava neste imbróglio judicial, não tinha como mandar os trabalhadores embora. Agora, diante da decisão do STJ, a empresa deve fazer a rescisão e a nova empresa a contratação de quem for necessário”, explicou um representante sindical ao HNT.
A preocupação dos trabalhadores é que, com a perda do contrato com a prefeitura, a Locar não honre os pagamentos de FGTS, multas e aviso prévio, deixando os funcionários no prejuízo durante a transição para o Consórcio Pantanal.
Para evitar que Várzea Grande sofra com o acúmulo de lixo, uma reunião de emergência ocorre nesta manhã. Advogados das duas empresas, Locar e Pantanal, e do Sindilimp estão reunidos com o Procurador-Geral do Município.
O objetivo é formalizar um acordo onde a prefeitura possa, eventualmente, garantir diretamente o salário e as rescisões dos trabalhadores, assegurando a continuidade do serviço.
Oficialmente, a assessoria da Prefeitura de Várzea Grande informou que desconhece qualquer indicativo formal de greve e que a operação da nova empresa segue o cronograma estabelecido.
No entanto, os vídeos compartilhados pelos trabalhadores mostram caminhões parados e clima de mobilização nas garagens.
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