O Sindicato da Carreira dos Profissionais do Sistema Socioeducativo de Mato Grosso (SINDPSS/MT) pediu a apuração de uma denúncia de suposto assédio envolvendo servidores da categoria. O caso foi levado à Polícia Civil por uma servidora, que registrou boletim de ocorrência contra a secretária-adjunta do Sistema Socioeducativo, Lenice da Silva Barbosa, e o superintendente Jhonatan Vieira Santana.
Segundo o relato registrado no boletim, uma reunião gerencial realizada de forma on-line, em agosto, teria sido marcada por ameaças de exoneração, abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e referências a possíveis agressões físicas. Cerca de 40 gestores e líderes de plantão teriam participado do encontro.
A servidora afirmou à polícia que ouviu expressões como “cobrir a cara de porrada” e transformar servidor em “saco de boxe”. As declarações são objeto de denúncia e ainda dependem de apuração pelas autoridades.
O boletim também menciona uma suposta ameaça de abertura de PAD contra servidores que discordassem de decisões da gestão. O relato ainda cita uma fala atribuída à secretária-adjunta envolvendo a deputada federal Gisela Simona, situação que a comunicante classificou como possível assédio eleitoral.
Ainda conforme o registro policial, a servidora teria sido procurada posteriormente pelo superintendente Jhonatan Vieira Santana. Na ocasião, segundo o relato, ele teria informado que as declarações feitas durante a reunião eram direcionadas a ela e comunicado que ela deixaria a chefia do Núcleo da Central de Vagas.
A exoneração foi posteriormente publicada em setembro. Segundo a servidora, o ato teria sido registrado como ocorrido “a pedido”, mas ela afirma não ter solicitado formalmente a saída.
O sindicato declarou solidariedade à profissional e defendeu que eventuais denúncias de ameaça, constrangimento, abuso de poder ou assédio sejam investigadas.
Para o presidente do SINDPSS/MT, Paulo Issac, situações dessa natureza precisam ser tratadas com transparência e responsabilidade.
“O silêncio diante de situações como essa não pode ser normalizado”, afirmou.
O sindicato também informou que continuará acompanhando o caso e prestando apoio a servidores que relatem situações de intimidação ou possível violação de direitos.
As pessoas citadas na denúncia não tiveram suas manifestações incluídas no material encaminhado pelo sindicato. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
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