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Cidades Quinta-feira, 19 de Maio de 2016, 18:20 - A | A

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Quinta-feira, 19 de Maio de 2016, 18h:20 - A | A

POLITEC SUCATEADA

Sem "rabecão", policiais aguardam quatro horas para levar corpo de adolescente ao IML

MAX AGUIAR

“Ficamos mais de quatro horas esperando o rabecão”. A afirmação é de uma fonte da Polícia Civil, que atendeu uma ocorrência de suicídio, nesta quinta-feira (19), e que por falta de viatura da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) teve que acionar um carro de funerária para remover o corpo da adolescente do apartamente até o Instituto Médico Legal (IML) de Cuiabá.

 

Alan Cosme/Hipernoticias

politec

"Rabecão" quebrou nas proximidades do Distrito de Cangas, em Poconé

Segundo informações obtidas pelo HiperNotícias, o IML de Cuiabá conta com dois rabecões, que são utilizados por toda região metropolitana de Cuiabá. Nesta quinta-feira um carro saiu para buscar um corpo no bairro Tijucal e em seguida partiu para o Distrito de Cangas, em Poconé (distante 100km de Cuiabá).

 

Na volta, a viatura quebrou e teve que esperar o segundo rabecão sair de Cuiabá para fazer o resgate do corpo na cidade pantaneira e trazer o outro carro para a Capital. Nesse intervalo aconteceu a ocorrência no Terra Nova, onde uma adolescente de 15 anos se suicidou.

 

A Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa foi acionada para atender o local de crime. Entretanto, um caso que era para ser com liberação simples, se tornou uma "via sacra" por falta de estrutura da Politec.

 

“A ocorrência era para ter resolvido em uma hora. Ficamos mais de quatro horas dentro da casa com o corpo da menina já periciada pela Politec e nada de rabecão. O sofrimento da família só aumenta num caso desse. Tivemos que acionar uma funerária, que após muita burocracia, nos atendeu”, explicou a fonte.

 

Um técnico do IML teve de acompanhar o serviço funeral até o residencial e fazer o transporte do corpo para o IML de Cuiabá. Vários vizinhos da vítima, parentes e amigos, ficaram indignados com a situação. “Isso é inadmissível. Esperar mais de quatro horas por um carro de IML que está constantemente quebrado. O sofrimento só aumenta”, argumentou um rapaz que preferiu não se identificar.

 

Caso antigo

 

Alan Cosme/HiperNoticias

politec

 

Essa situação de viatura quebrada não é a primeira vez que afeta a população da região metropolitana de Cuiabá. Além de sucateadas, as viaturas estão sem condições higiênicas de trabalho. Um funcionário do IML reclamou, por coincidência, durante um acidente na Avenida do CPA, que falta limpeza no carro fúnebre e até luvas para funcionários.

 

Em 2014, o então governador Silval Barbosa (PMDB) entregou viaturas à Politec. Naquele mesmo ano, uma criança foi atropelada e morta na MT-060 e teve que ser levada ao IML pelo pai, porque o rabecão estava quebrado.

 

O menino de seis anos saiu do carro quando o pai parou para urinar na beira da pista. Ele foi atingido por uma caminhonete e ficou mais de sete horas aguardando que o rabecão fosse buscar. Com a intensa demora, o pai resolveu trazer o filho com no próprio carro para fazer exames de necropsia e em seguida ser liberado para o velório.

 

Naquele mesmo ano, o corpo de um rapaz de 17 anos, que foi assassinado no Pedra 90, ficou quase a madrugada toda aguardando no chão de uma quadra a chegada da viatura. Já em 2015, quando duas viaturas foram entregues ao IML de Cuiabá, os casos reduziram, porém, segundo os próprios funcionários, uma sempre está quebrada e a outra está “meia vida”.

 

“Atendemos toda região. Tem dia que a gente viaja para mais de 200km e esses carros nunca vão para oficina. A população sempre sofre, mas mais de 1 milhão de pessoas depende de um rabecão com cinco espaços. Se acontece uma catástrofe, está tudo prejudicado. Teremos que dá mais de uma volta para buscar corpos”, disse um funcionário.

 

Outro lado

 

A Secretaria de Segurança Pública (Sesp), responsável pela administração da Politec, confirmou a situação e afirmou que quem deu suporte para a primeira viatura que estava estragada em Poconé foi um segundo rabecão, e por conta disso a capital ficou desguarnecida.

 

“Confirmamos tal ato e reafirmamos que um técnico do IML acompanhou o trabalho da funerária até o resgate do corpo da jovem que suicidou. Já está licitada a compra de duas outras viaturas ainda este ano para suprir a demanda de Cuiabá e região”, afirmou a assessoria da Sesp.

 

Além do problema de falta de estrutura para locomoção, o prédio também precisa passar por reformas. Segundo o governo do Estado, uma reforma será feita ainda este ano e novos aparelhos serão comprados para o trabalho de necropsia e exames de corpo delito.

 

    

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