O Santos Futebol Clube foi condenado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a pagar R$ 18.616.377,46 ao Cuiabá Esporte Clube. A decisão envolve valores relacionados à negociação do zagueiro Joaquim, vendido pelo Dourado ao clube paulista em fevereiro de 2023.
A cobrança também envolve a participação que o Cuiabá tinha direito na posterior transferência do defensor para o Tigres, do México, em 2024. A decisão foi divulgada pelo clube mato-grossense nesta terça-feira (22).
Segundo o Cuiabá, a última parcela do acordo original venceu em janeiro de 2025. Na tentativa de facilitar o pagamento, o clube afirma que renegociou a dívida e abriu mão de parte relevante do valor que tinha a receber.
O novo acordo previa cinco parcelas, mas, conforme o Dourado, o Santos pagou apenas a primeira. Diante do atraso, o Cuiabá acionou a CNRD em maio de 2025. A decisão saiu 16 meses depois. Apesar da condenação, o caso ainda não está necessariamente encerrado. O Santos pode recorrer ao Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA).
Nesta quarta-feira (23), o clube paulista se manifestou sobre a cobrança e afirmou que a questão está sendo tratada nos fóruns institucionais competentes. O Santos também declarou que a exposição pública do caso não contribui para a solução da pendência e reafirmou compromisso com o cumprimento de suas obrigações financeiras.
O Cuiabá, por sua vez, cobra o pagamento imediato dos R$ 18,6 milhões. Na nota divulgada pelo clube, a diretoria afirmou que a condenação representa apenas uma etapa da cobrança e que continuará buscando o recebimento dos valores.
O caso de Joaquim não é a única pendência financeira citada pelo Cuiabá. Segundo o clube, os créditos que possui contra outros times brasileiros ultrapassam R$ 40 milhões.
Entre os valores mencionados estão uma dívida do Corinthians relacionada à negociação do volante Raniele, cerca de R$ 6 milhões que o Sport teria a pagar pela transferência do lateral Matheus Alexandre e aproximadamente R$ 900 mil discutidos com o Grêmio.
O Cuiabá afirma que a falta desses recursos compromete o caixa do clube e cobra que os acordos firmados entre as equipes sejam cumpridos.
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