Estudantes, professores, servidores e integrantes de movimentos sociais participaram nesta sexta-feira (29) de uma nova mobilização no Campus Cuiabá da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O ato teve como principal reivindicação a adoção de medidas mais rígidas contra os estudantes investigados pela criação e divulgação de uma lista que classificava colegas mulheres de forma ofensiva e associava seus nomes à violência sexual.
A concentração ocorreu nas proximidades do Restaurante Universitário (RU) e reuniu membros da comunidade acadêmica em uma caminhada pelas dependências da instituição. Durante o percurso, manifestantes carregaram cartazes com mensagens de combate à misoginia, ao assédio e à violência de gênero, além de defenderem um ambiente universitário mais seguro para as mulheres.
O protesto acontece semanas após a divulgação de mensagens atribuídas a estudantes da universidade. O conteúdo, amplamente compartilhado entre alunos, gerou forte repercussão dentro e fora da UFMT e motivou a abertura de procedimentos administrativos para apuração dos fatos.
Entre as principais demandas apresentadas pelos manifestantes estão a expulsão dos envolvidos, maior rigor na apuração dos casos e o fortalecimento das políticas institucionais de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres dentro do ambiente acadêmico.
Representantes de coletivos estudantis afirmaram que a mobilização busca ampliar o debate sobre a violência de gênero e chamar atenção para situações que, segundo eles, não podem ser tratadas como episódios isolados. Os participantes também defenderam a criação de mecanismos mais eficazes de acolhimento às vítimas e de combate a práticas discriminatórias dentro da universidade.
A administração da UFMT manifestou apoio à mobilização e reiterou, por meio de posicionamentos oficiais divulgados nos últimos dias, o compromisso com a promoção de um ambiente acadêmico pautado pelo respeito, pela inclusão e pela proteção dos direitos humanos.
O caso segue sob análise institucional. Enquanto os procedimentos administrativos avançam, estudantes e entidades ligadas ao movimento universitário afirmam que continuarão acompanhando os desdobramentos e cobrando respostas da universidade.
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