A população indígena em Mato Grosso aumentou 12,64%, de acordo com o Censo de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A comparação é feita com o Censo Demográfico 2010, quando havia 51.696 indígenas no Estado. Atualmente, há 58.231. Mato Grosso tem o maior percentual de indígenas dentro das terras específica, com 77,39% (45.065), mas ficou em sétimo lugar entre os estados com mais pessoas indígenas no total. O total de indígenas no Estado representa 1,59% de toda população mato-grossense.
No Brasil, o total de indígenas passou de 896.917 para 1.693.535, na mesma comparação. Esse número representa 0,83% dos 203.062.512 brasileiros. Os 58.231 indígenas contados em Mato Grosso, na data de referência do Censo 2022 (0h do dia 31 de julho para 1º de agosto de 2022), representam 1,59% dos 3.658.813 mato-grossenses. O Censo apontou ainda que 4.832 municípios brasileiros têm população indígena, sendo 131 de Mato Grosso, onde existem 141 ao todo.
Mato Grosso ficou em sétimo lugar entre as unidades da federação com mais indígenas. Amazonas (490.854) e Bahia (229.103), os dois primeiros colocados, concentram 42,51% da população indígena brasileira. Mato Grosso do Sul (116.346) apresenta o terceiro maior quantitativo, seguido por Pernambuco (106.634) e Roraima (97.320). Juntos, os cinco estados representam 61,43% da população indígena do país.
Das 46.292 pessoas residentes nas 62 terras indígenas de Mato Grosso, 44.492 (96,11%) se declararam indígena no quesito cor ou raça e 573 (1,24%) responderam sim a pergunta “Você se considera indígena?”. Outras 1.227 (2,65%) pessoas não se declararam indígena.
Segundo o Censo 2022, Campinápolis é o município mato-grossense com mais indígenas (8.453), seguido por Barra do Garças (4.082), Gaúcha do Norte (2.492), General Carneiro (2.281) e Canarana (2.234). Querência (2.038), Paranatinga (2.003), Comodoro (1.838), Tangará da Serra (1.785) e Nova Nazaré (1.725) completam o ranking de top 10.
Já as cidades com maior percentual de pessoas indígenas na comparação com o total da população residente são Campinápolis (55,08%), Nova Nazaré (41,07%), General Carneiro (37,78%), Rondolândia (29,04%) e Luciara (28,94%). Gaúcha do Norte (28,82%), Santa Terezinha (21,23%), Alto Boa Vista (17,43%), Santo Antônio do Leste (15,78%) e Feliz Natal (12,85%) vem na sequência.
A capital Cuiabá registrou 1.472 indígenas (0,23%) e, Várzea Grande, 460 (0,15%). Ao todo, 131 municípios do Estado têm população indígena. Figueirópolis D´Oeste, Jangada, Lambari D´Oeste, Porto Estrela, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Salto do Céu, Tesouro, Torixoréu e Vale de São Domingos foram os que não registraram nenhum indígena. As cidades de Santa Carmem, Ribeirãozinho, Indiavaí e Araguainha têm apenas 1 indígena cada uma.
É importante destacar que o quesito de cor ou raça – que tem a opção de resposta indígena, além de branco, preto, amarelo ou pardo-- tem abertura universal, ou seja, é aplicado a todos os moradores dos domicílios recenseados. Já a aplicação da pergunta de cobertura “Você se considera indígena?”, inaugurada no Censo 2010 apenas em terras indígenas, foi ampliada em 2022, sendo feita em localidades indígenas - conjunto das terras indígenas oficialmente delimitadas, dos agrupamentos indígenas e das demais áreas de conhecida ou potencial ocupação indígena.
A regra de abertura foi mantida: aquelas pessoas que, no quesito cor ou raça, não se declarassem indígenas respondiam à pergunta de cobertura “Você se considera indígena?”. Por isso, o total de pessoas indígenas no país é a soma das pessoas com cor ou raça indígena e das que responderam sim ao quesito “se considera indígena”.
A pesquisa mostrou que a distribuição da população indígena dentro e fora das terras indígenas é desigual entre os estados. Os maiores percentuais de pessoas indígenas dentro das terras indígenas são encontrados em Mato Grosso, com 77,39% (45.065), no Tocantins, com 75,98% (15.213) e em Roraima, com 73,38% (71.412).
De acordo com o Censo 2022, a terra indígena Parabubure era a que tinha mais pessoas indígenas no estado de Mato Grosso, com 7.608 indígenas, seguida pelo Parque do Xingu (6.167), São Marcos (3.660), Pimentel Barbosa (2.369) e Sangradouro/Volta Grande (1.817).
Quanto ao número de domicílios particulares permanentes ocupados com pelo menos um morador indígena, Mato Grosso tem 14.043, sendo 8.133 deles em terras indígenas e 5.910 fora de terras indígenas. A média de moradores em domicílios particulares permanentes ocupados com pelo menos um morador indígena foi de 4,74 no Estado. Em terras indígenas, no entanto, esse número sobe para 5,56 e, fora de terra indígena, cai para 3,61.
É possível destacar que em todas as unidades da federação, a média de moradores em domicílios particulares permanentes ocupados com pelo menos um morador indígena é superior à média de moradores em domicílios particulares permanentes ocupados da unidade da federação. Roraima tem a maior média de moradores em domicílios particulares permanentes ocupados com pelo menos um morador indígena, que é de 4,83, seguido do Amapá, com 4,81, e o Acre, com 4,76. Com média de 4,74, Mato Grosso ficou em quarto. Já a média de moradores em domicílios particulares permanentes ocupados no Estado é de 2,85.
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