O Instituto Centro de Vida (ICV), uma das organizações socioambientais mais antigas e influentes de Mato Grosso, completa 35 anos nesta terça-feira (14). A data marca uma trajetória que ajudou a moldar políticas públicas, fortalecer comunidades e transformar a forma como o estado discute desenvolvimento, conservação e justiça climática.
Fundado em 1991, às vésperas da Rio 92, o ICV nasceu da inquietação de ambientalistas, artistas e comunicadores em Cuiabá diante de um modelo de desenvolvimento baseado na devastação florestal. Três décadas depois, sob a liderança de novas gerações, o Instituto se consolidou como um ator central na construção de soluções que conectam produção, conservação e justiça climática, sempre em parceria com comunidades indígenas e tradicionais, protagonistas das soluções para o clima.
Ao longo dessa trajetória, o ICV contribuiu para o avanço de políticas públicas e instrumentos inovadores de gestão territorial, ao mesmo tempo em que fortaleceu, na prática, iniciativas de comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e da agricultura familiar. Entre os principais marcos estão a criação e consolidação de áreas protegidas, como o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e o Parque Estadual do Cristalino, além da implementação de ferramentas como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o REDD+.
Essas soluções foram construídas em rede, em prol da conservação da Amazônia, Cerrado e Pantanal, conectando produtores, comunidades, governos e organizações. Na prática, mostram que é possível gerar renda, conservar o território e promover inclusão social.
"São conquistas do ICV e do povo mato-grossense, que revelam o potencial inventivo e regenerativo de um estado de horizontes largos", afirma Sérgio Guimarães, fundador e membro do Conselho do ICV.
A partir dos anos 2000, o instituto também se destacou pela forte incidência política, contribuindo para aprimorar instrumentos de governança ambiental, ampliar a transparência de dados públicos e fortalecer o monitoramento do desmatamento. Já na década de 2010, ampliou sua atuação territorial e passou a trabalhar de forma integrada com municípios, produtores rurais, povos tradicionais e órgãos públicos, consolidando-se como referência na construção de modelos de uso da terra que conciliam produção, conservação e inclusão social.
Hoje, o ICV sabe que é possível produzir e conservar simultaneamente, gerar renda com a floresta em pé, promover inclusão social e justiça climática, tudo apoiado em dados e conhecimento aplicado. A Visão 2030 posiciona Mato Grosso como potência na resposta global ao clima, como líder em transição econômica que alia produção, conservação e equidade. Com urgência, o estado precisa resolver três equações nos próximos quatro anos: produzir sem desmatar, crescer com baixa emissão de carbono e desenvolver com justiça climática.
"Temos pressa. As mudanças climáticas já se fazem sentir aqui. Mato Grosso tem condições de liderar essa transformação, esse desafio, e o ICV segue como bússola com conhecimento aplicado no território", destaca Alice Thuault, Diretora-Executiva do ICV. "Nos 35 anos, reafirmamos: o futuro de Mato Grosso é algo que construímos juntos, hoje. Que futuro queremos?".
Ao completar 35 anos, o Instituto Centro de Vida vive um momento de renovação estratégica, incorporando tecnologias de monitoramento, ampliando parcerias e fortalecendo ações voltadas à transição climática. Com atuação contínua na Amazônia Legal, o ICV segue promovendo soluções para o uso sustentável da terra e dos recursos naturais, unindo pesquisa, incidência política e apoio direto a iniciativas no território.
* Com informações da assessoria
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