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Cidades Domingo, 06 de Novembro de 2016, 09:26 - A | A

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Domingo, 06 de Novembro de 2016, 09h:26 - A | A

FORA DA LEI

Força-tarefa busca elucidar crimes e identificar suspeitos que continuam livres

MAX AGUIAR

Caso Juliene – maio de 2012. Chacina do São Matheus – fevereiro de 2014. Assassinato de major da PM em Várzea Grande – fevereiro de 2014. Assassinato em baile funk no CPA– abril de 2015. Duplo assassinato no Pedregal – novembro de 2015. Duplo assassinato na Av. do CPA.

 

Arquivo Pessoal/Facebook

Juliene caso cpa

A jovem Juliene morreu em 2012 e até hoje ninguém foi preso

Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) esses casos não vão cair no esquecimento público, muito menos da polícia que continua investigando apesar de alguns já terem mais de quatro anos de acontecimento.

 

Chocou a população do CPA e toda Cuiabá pela forma brutal que o cadáver da vítima foi encontrado. A vendedora Juliene Anunciação Gonçalves, 22 anos, na época do crime, foi encontrada pendurada pelo pescoço no corrimão da arquibancada do campo do Botafogo, no Bairro CPA III, em simulação a um suposto suicídio. O laudo do IML confirmou que a jovem foi morta por enforcamento.

 

O caso até hoje intriga a polícia, principalmente, pela falta de provas no local do crime e as informações desencontradas na época do fato. No primeiro ano de investigação um rapaz foi preso.

 

A polícia apontou como principal suspeito, o vendedor Antônio Rodrigues Silva dos Santos, 34 anos. Ele foi o último a ter visto Juliene viva. Após a prisão temporária, a polícia concluiu que o vendedor não teve nenhuma participação no assassinato.

 

Em contato com a família de Juliene, a irmã pede que o caso não seja deixado de lado. “O crime não pode cair no esquecimento. A gente precisa de uma resposta”, afirmou a irmã da vítima, Juliana Gonçalves.

 

Em resposta, a delegada Alana Cardoso, que é a responsável pelo inquérito, confirmou que jamais abandonará o caso e que atualmente está colhendo provas para elucidar esse crime, classificado por ela como emblemático.

 

“Eu garanto que vamos elucidar. Não deixaremos de lado e não esqueceremos. Estamos colhendo provas e como está sob investigação não podemos falar muito, apenas que vamos elucidar em breve”, comentou a policial.

 

Cinco mortos no São Matheus

 

Reprodução

Mortos chacina são mateus

Crime no São Mateus aconteceu no bar e deixou cinco mortes

Há quase três anos uma chacina na periferia de Várzea Grande levou o nome da segunda maior cidade de Mato Grosso ao noticiário nacional. Cinco pessoas morreram e outras três ficaram feridas, sendo um paraplégico.

 

Tudo isso aconteceu em uma noite de sexta-feira no bairro São Matheus. Homens armados e encapuzados chegaram em dois carros. Todos estavam com roupas pretas e coturnos e empunhando armas de grosso calibre como espingardas calibre 12.

 

Um deles mandou quem tivesse passagem criminal que fosse para a parede e quem não tivesse que corresse. Quando os homens se viraram para serem revistados, foram crivados de bala. Quatro morreram na hora. Um foi socorrido, mas morreu a caminho do hospital. Outros três sobreviveram e ficaram internados, sendo que um levou um tiro na coluna cervical e ficou paraplégico.

 

Quem cometeu o crime? A população suspeita de que policiais tenham cometido o crime, principalmente, por conta da vestimenta e armas que eles possuíam. Já a DHPP, responsável pelas investigações, ainda não chegou ao bando que cometeu o crime.

 

“Garanto que esse crime está sendo investigado. Temos provas e ainda estamos colhendo outras. Não serão deixadas de lado e posso adiantar que crimes desse porte quando forem elucidados trarão outros consigo”, disse a delegada titular da DHPP, Silvia Pauluzzi.

 

Existe uma suspeita forte que o crime tenha cometido como uma espécie de vingança, sendo que alguns dias antes da chacina um major da Polícia Militar foi executado ao chegar em casa.

 

Execução de major

 

PMMT

MAJOR GASPARETO

Major Claudemir Gasparoto foi executado ao chegar em casa

O oficial aposentado da Polícia Militar foi morto a tiros na noite de 18 de fevereiro no bairro Planalto Ipiranga, em Várzea Grande. Os criminosos chegaram à casa do policial em dois veículos e começaram a atirar. O major Claudemir Gaspareto não teve tempo de reagir.

 

De acordo com a Polícia Militar do município, o major chegava em casa quando foi surpreendido pelos homens. Três desceram dos veículos, sendo um deles um Ford Ecosport vermelho e começaram a atirar. O major foi atingido com cinco disparos.

 

Na hora da fuga, os criminosos colidiram contra o carro do major, deixando marcas de tinta do veículo vermelho na traseira do carro do policial, além de várias marcas dos tiros. O militar foi socorrido e encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade. Até hoje ninguém foi preso pelo caso. Há suspeitas de que esses criminosos tenham sido mortos na chacina do São Matheus.

 

“Não podemos adiantar nada, mas um crime pode sim ter ligação com o outro. Por enquanto, ainda estamos analisando o confronto balístico e depoimento de testemunhas que presenciaram o fato”, disse a delegada Silvia.

 

Tiros após baile funk

 

Na madrugada de 25 de abril de 2015 um rapaz de 20 anos foi executado na saída de um baile funk, em Cuiabá. A vítima Hallif Mickael Silva Prado levou um tiro na cabeça em frente ao mini-estádio do bairro CPA I. 

 

Divulgação / PM-MT

Baile Funk - Várzea Grande - 34 presos

Caso do baile funk do CPA ainda segue sem elucidação

De acordo com testemunhas, Hallif estava com amigos no baile funk, porém ele saiu sozinho da festa às 04h15 e foi atingido quando caminhava rumo sua residência. Uma testemunha contou aos policiais que ele foi cercado por três rapazes e após vários empurrões e uma possível briga foi executado. 

 

Ninguém foi encontrado pelo crime. O caso continua sob investigação na DHPP, porém dentro de uma força-tarefa que investiga crimes emblemáticos. Na época do fato, o delegado Fausto Freitas, que atendeu a ocorrência, disse que a lei do silêncio imperava em casos desse tipo na periferia. "Lá ninguém fala nada e não tem câmeras por perto, por isso é considerado emblemático porque são praticamente sem provas. O que tínhamos no local do crime era um corpo de um jovem com perfurações na cabeça", frisou o delegado. 

 

Pai do tráfico executado

 

Identificado como Maninho, o chefe do tráfico de drogas de Cuiabá foi executado em novembro de 2015 na porta de uma distribuidora, no bairro Pedregal em Cuiabá. Testemunhas contam os atiradores estavam em duas motos e atiraram com elas em movimento. 

 

 

PM/MT

Festa pedregal

Maninho foi executado em novembro de 2015 e o motivo é desconhecido

Segundo o boletim de ocorrência da época, foram disparados pelo menos 15 tiros por quatro homens que passaram de moto. Três pessoas foram atingidas, sendo que duas morreram e uma foi internada em estado grave. "Foi uma rajada de tiros que acordou todo mundo da região", disse um morador do bairro.

 

Enatel dos Santos Albernaz, 37 anos, conhecido da polícia e da comunidade do Pedregal como Maninho foi um dos mortos. "Ele tinha respeito entre a bandidagem e era bastante conhecido dentro e fora da cadeia. Segundo os processos que ele respondia, era o pai do tráfico em Cuiabá. Com a sua morte, o Pedregal virou um palco da guerra entre possíveis sucessores", disse um policial que atendeu a ocorrência de homicídio. 

 

Antes da morte de Maninho, que segundo os moradores era uma pessoa que ajudava quem precisasse e mantinha a ordem da criminalidade, até mais que a polícia, o bairro teve duas mortes em dois anos. Após seu sepultamento, seis homicídios foram registrados nesses últimos 11 meses. 

 

"A morte dele será uma extensão de outros crimes. Ela está sendo investigada pela força-tarefa e por isso não podemos passar detalhes, porém existe a possibilidade de que um grupo de extermínio tenha participação, mas isso não é uma certeza, por enquanto uma hipótese", disse a delegada Silvia Pauluzzi, titular da DHPP. 

 

Além de Maninho, um rapaz chamado Binha também foi morto. Ele levou um tiro no olho e teve morte instantânea. O terceiro atingido ficou vivo e é a principal testemunha do caso que segue em investigação sob sigilo. 

 

Mais dois mortos na Avenida do CPA

 

Max Aguiar / HiperNotícias

crime na avenida do CPA

Edézio e Jhonne Muller foram executado na Av. do CPA

Quatorze anos depois que o império de João Arcanjo Ribeiro, ex-comendador, mandou matar dois homens na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA) a história se repetiu. Dessa vez um traficante de drogas e um mecânico de motos foram mortos enquanto estavam indo buscar uma motocicleta na região da Morada do Ouro. Eles foram baleados quando estavam parados no semáforo em frente ao Supermercado Comper. 

 

Morreram Edézio Pedro Nascimento Fonseca, de 50 anos. A segunda vítima é Jhonne Muller Paranhos de Almeida, de 28 anos.

 

“Segundo testemunhas que estavam no local, dois indivíduos numa motocicleta passaram pelas vítimas e efetuaram seis disparos e fugiram. As testemunhas conseguiram ver que eles estavam em uma motocicleta [modelo Honda] XRE [de cor] preta”, informou a aspirante do 3º Batalhão da PM, Thaís Souza.

 

O crime ocorreu em 11 de fevereiro deste ano. E apesar do local ser muito movimentado, cheio de câmeras, ninguém foi preso. A morte pode ser ligação com tráfico de drogas. "Uma disputa. Essa pode ter sido a motivação, tendo em visto que após a morte do Edézio, a mãe dele e o primo também foram executados. O jhonny só morreu por estar no lugar errado com a pessoa errada", disse a delegada Silvia. 

 

Sem esquecimento

 

Alan Cosme/HiperNoticias

silvia pauluzi

Delegada Silvia Pauluzzi afirma que nenhum desses casos cairão no esquecimento

Para a titular da DHPP, nenhum desses crimes irão para o baú ou esquecimento da Justiça. "Vale ressaltar que todos os crimes estão sendo investigados e alguns na força-tarefa. Não vamos deixar a sociedade e as famílias sem nenhuma resposta. Precisamos é colher informações, juntar provas para poder pedir a prisão desses criminosos", detalhou. 

 

Segundo Pauluzzi, mesmo os crimes que ocorreram há mais de três anos, todos serão concluídos. "Nossos policiais estão empenhados em terminar esses quebra cabeças. Precisamos concluir e vamos, mesmo que os crimes tenham sido cometido em 2012", disse. 

 

Ainda de acordo com a titular, no cartório da força-tarefa trabalha um delegado para concluir mais de 80 casos. "É apenas questão de tempo. Vale ressaltar que tem caso que vai puxar outro, tipo um crime que resultou em outro. No demais, não posso falar mais nada senão atrapalha as investigações que já estão avançadas", concluiu. 

 

 

 

 

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