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SEGURANÇA EM MT

Força Nacional assume segurança na TI Sararé por 180 dias em combate a garimpo ilegal

Território de 67 mil hectares está na divisa de 3 cidades sofre com invasões do Comando Vermelho e avanço do garimpo ilegal

MARYELLE CAMPOS
Da redação

Greenpeace

Garimpo ilegal na TI Sararé

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) autorizou oficialmente o uso da Força Nacional de Segurança Pública na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. A medida assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (6).

A intervenção terá uma duração inicial de 180 dias e tem como objetivo apoiar a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) no combate ao garimpo ilegal, que tem avançado sobre o território. O número de agentes a ser mobilizado será definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Homologada em 1985, a T.I. Sararé abriga 201 indígenas do povo Nambikwara conforme dados do Instito Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e é o mais afetado do país pelas atividades do garimpo ilegal e criação de pastos para gado, conforme dados da 4ª edição do Cartografias da Violência na Amazônia.

Com cerca de 67 mil hectares, o território está localizado na divisa de três munípios de Mato Grosso: Conquista D'Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.

A localização do território está no entorno de propriedades agrícolas e tem sido alvo constante de invasões criminosas da facção Comando Vermelho. Segundo um relatório elaborado pela Greenpeace, de 2023 a 2024, o território sofreu um aumento de 93% da área destruída pelo garimpo ilegal de ouro.

Em maio deste ano, uma megaoperação que reuniu Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional, Exército, Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) encontrou e destruiu 23 bankers construídos com a finalidade de ocultar equipamentos e favorercer a permanência prolongada. De acordo com dados do Governo Federal, a ação gerou um prejuízo de R$ 63 milhões aos garimpeiros.

Com a chegada da Força Nacional, a expectativa é consolidar o cerco ao crime organizado e reestabelecer a segurança física e territorial dos Nambikwara.

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