O empresário Gian Raffaelli manifestou repúdio com condução da investigação do acidente que matou seu pai, Airton Raffaelli, na noite de sexta-feira (16), na BR-158, em Água Boa (a 625 km de Cuiabá). Gian questionou a ausência de escolta para o transporte do maquinário agrícola e a retirada do trator envolvido na batida para um pátio particular, onde, segundo ele, o equipamento já teria passado por manutenção.
Airton e o caminhoneiro Leônidas das Neves de Oliveira morreram no local após uma colisão envolvendo um caminhão de carga, uma caminhonete e um trator de grande porte que transportava maquinário agrícola. O impacto destruiu a cabine do caminhão.
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No relato, Gian afirmou que presenciou o acidente enquanto se deslocava para a garagem da empresa, onde encontraria o pai. Segundo ele, ao perceber a gravidade da situação, procurou a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para alertar sobre o risco de novas colisões no trecho.
Pouco depois, recebeu uma ligação informando que Airton havia morrido. Ao retornar ao local, afirmou que não encontrou o operador do trator nem os responsáveis pelo transporte do equipamento. Desesperado, disse que tentou retirar o pai da caminhonete, acreditando que ainda poderia estar vivo.
"Eu perdi meu pai, cara. Não perdi um amigo, não perdi ninguém. Eu perdi meu pai", gisse Gian emocionado.
Gian também questionou as condições em que o trator trafegava pela rodovia durante a noite e cobrou esclarecimentos sobre a presença de veículos de escolta, conhecidos como batedores, que, segundo ele, deveriam acompanhar o transporte.
O empresário argumentou que o posicionamento dos faróis do trator poderia dificultar a identificação do equipamento por motoristas que trafegavam no sentido contrário, levando-os a acreditar que se aproximavam de um veículo convencional.
Ele ainda alertou para o risco que a situação poderia representar a outros usuários da rodovia, especialmente passageiros de ônibus que circulam pelo trecho. "E se não fosse o meu pai? E se fosse um ônibus cheio de família?", questionou.
Outro ponto levantado pelo empresário diz respeito ao encaminhamento dos veículos envolvidos no acidente. Segundo Gian, a caminhonete e o caminhão foram levados ao pátio da PRF, enquanto o trator teria sido encaminhado para um pátio particular e, posteriormente, para manutenção.
Ele cobrou informações sobre quem autorizou a retirada do equipamento e se os procedimentos periciais já tinham sido concluídos antes de qualquer intervenção.
"Como é que vai ser estudado esse trator? Aonde bateu nele? Em que ponto bateu nele? Como é que aconteceu? Porque você já está mexendo, já está desmontando. Como é que eu vou provar alguma coisa?".
O empresário afirmou que a família ainda não recebeu informações suficientes sobre o andamento da investigação e pediu esclarecimentos às autoridades responsáveis pela apuração.
Até o momento, não foram divulgadas conclusões oficiais sobre a dinâmica da colisão. As circunstâncias do acidente, incluindo as condições de transporte do maquinário e as responsabilidades dos envolvidos.
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