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Cidades Terça-feira, 23 de Outubro de 2012, 09:28 - A | A

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Terça-feira, 23 de Outubro de 2012, 09h:28 - A | A

CRISE

Endividado e sem patrimônio, Mixto chega ao fundo do poço

A crise financeira do Tigrão é tão dramática que na semana passada os jogadores das divisões de base do clube tiveram que dormir do lado de fora da “república” onde moram, por causa do calor insuportável dentro do imóvel

NELSON SEVERINO

Com uma dívida de mais de R$ 1,5 milhão só de ações trabalhistas movidas contra o clube por ex-funcionários e ex-jogadores do time, mais de três meses de salários atrasados, sem patrimônio para garantir qualquer operação de natureza bancária, nem crédito no comércio para comprar uma agulha – o Mixto Esporte Clube chegou mesmo ao fundo do poço.

– Nossa situação é crítica, extremamente delicada – admite Hélio Machado, com muitos anos de devotada dedicação ao alvinegro como diretor, treinador e nos últimos 14 meses como presidente, cargo que assumiu cheio de esperança e muita fé em agosto do ano passado.

Hugo Dias/HiperNotícias

É claro que Hélio Machado não vai dizer claramente uma triste verdade, mas no fundo deixa transparecer que concorda com aqueles que só veem uma saída para uma crise que se arrasta há muitos anos: o Mixto fechar as portas, sepultando na eternidade o mais glorioso passado do futebol mato-grossense.

A crise financeira do Tigrão é tão dramática que na semana passada os jogadores das divisões de base do clube tiveram que dormir do lado de fora da “república” onde moram, por causa do calor insuportável dentro do imóvel: a energia elétrica havia sido cortada pela Rede Cemat, depois de muitos meses de faturas atrasadas. Sem energia elétrica, ventilador não funciona...

Na esteira da dolorosa situação financeira do Mixto, uma inusitada greve dos jogadores que se recusam a treinar até que o clube pague seus salários atrasados. “Quem não recebe não paga...” – afirma o presidente Hélio Machado, admitindo que a greve dos jogadores poderá avançar só Deus sabe por quanto tempo.

Imagem da Internet

Presidente do Mixto diz que está tentando negociar a situação

Na realidade, apesar dos atrasos dos patrocinadores e que são os sustentáculos do clube, o Mixto tem recebido as quotas. Mas todo o dinheiro que cai na conta do Mixto é sequestrado na hora pela Justiça para pagamento de ações trabalhistas. “Se cair dez reais na conta do Mixto, a Justiça pega por conta de alguma dívida trabalhista...” – lamenta Hélio Machado.

É uma questão aparentemente sem saída, para azar do Mixto: para receber suas quotas, o clube tem que emitir uma nota para o depósito em banco, para o patrocinador fazer o empenho para ter como justificar para a Receita Federal onde foi parar o dinheiro que saiu dos seus cofres. É um procedimento normal. Mas caiu dinheiro na conta do Mixto, o alvinegro não vê nem o cheiro...

– Nós já tentamos negociar com os advogados dos credores de ações trabalhistas o pagamento em parcelas mensais num total de R$  20 mil para aliviar a situação do Mixto. Mas eles não querem nem saber.

Segundo Hélio Machado, não tem um dia que não chega à sede do Mixto uma notificação de condenações do clube. Se não bastasse as condenações da Justiça do Trabalho tem também ações movidas contra o Mixto por fornecedores e outros credores do clube.

“Os juízes não querem nem saber da nossa situação e vão condenando a torto e a direito o Mixto...” – afirma o presidente alvinegro.

Provavelmente nesta terça-feira, ainda pela manhã, Hélio Machado vai ter uma reunião com alguns diretores e conselheiros do clube para pôr as cartas na mesa: ou eles assumem a responsabilidade de ajudar a tocar o Mixto, ou o presidente não sabe o que vai acontecer com essa verdadeira lenda do futebol de Mato Grosso.

Hélio Machado tem razões de sobra para estar revoltado com a falta de apoio dos diretores: em pouco mais de um ano na presidência do Tigrão, ele já se afundou numa dívida de cerca de R$ 180 mil. Fazendo inclusive empréstimos bancários pessoais para pagar jogadores e honrar outros compromissos do time, Machado ficou numa situação semelhante a do Mixto: não tem mais crédito na rede bancária, seus cartões de crédito estão estourados e nem folhas de cheques ele consegue pegar mais nos bancos com os quais trabalha.

“Chega! Não aguento mais!...” – afirma o presidente.

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