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Cidades Domingo, 05 de Março de 2017, 11:48 - A | A

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Domingo, 05 de Março de 2017, 11h:48 - A | A

ÍDOLO DO TIGRE DA VARGAS

Dos gramados à cozinha: tri-campeão do Mixto abre peixaria e homenageia time cuiabano

RAYANE ALVES

O ex-zagueiro Odenir Cintra Filho, de 57 anos, conhecido como Tucho, deixou o gramado há muitos anos, no auge da carreira esportiva, para se dedicar ao mundo da culinária regional cuiabana. Apesar de difícil, a escolha trouxe realização pessoal. Depois de trabalhar longos anos como pescador e peixeiro, ele abriu um restaurante com o nome pelo qual ficou conhecido no Mixto Esporte Clube na década de 1980: a Tucho Peixaria.  

 

Alan Cosme/HiperNoticias

peixaria techo

 

O comércio une a culinária tradicional com o amor pelo futebol, sobretudo, pelo Mixto. Quem visita encontra um espaço dedicado aos anos de ouro em que o clube conquistou: Quadros e fotos antigas com os amigos relatam a trajetória dos seis anos em que atuou como zagueiro profissional. 

 

No sábado (4), o estabelecimento comemorou cinco anos de aniversário. No começo, a peixaria abria apenas durante o final de semana e à noite. Depois, os moradores da região do bairro Lixeira, onde fica a peixaria, decidiram fechar o espaço esporadicamente para comemorar festas em família. Atualmente, a Tucho funciona de segunda-feira a sábado, das 11h às 14h, na Rua Professor João Felix, número 458, no bairro Lixeira, em Cuiabá. As reservas podem ser feitas pelo telefone (65) 3622-0981.

 

No local, são servidos à la carte e self-service. Entre as opções estão: arroz branco, farofa de banana, pacu frito e assado, mujica de pintado, entre outros. 

 

Vida de jogador

Tucho disputou quatro campeonatos brasileiros e ainda levantou três troféus estaduais. Essas conquistas foram as maiores de sua carreira em Mato Grosso. Sem com a camisa alvinegra. Ele teve a oportunidade de jogar no Estádio Mineirão, além de viajar para todos os estados brasileiros. Mas, aos 26 anos, noivo e com a data do casamento marcada ele teve que escolher entre a vida de jogador e a família, já que naquela época o futebol pagava pouco e não teria condições de bancar uma casa apenas com o salário de zagueiro.

 

"Sinto falta dos amigos. Um deles o Guegas que saiu do Mixto para o Palmeiras. Já o Fumaça saiu do time e foi para o Vasco. Mas, o que se deu melhor foi o Tostão que saiu do Mixto foi para o Cruzeiro e aposentou em Curitiba”, afirmou.

  

Na época em que deixou de jogar, Tucho já cursava a faculdade de Educação Física e ao formar foi trabalhar como professor na rede municipal. Já atuando no ramo e também com intenção de aumentar a renda para sustentar os três filhos, ele decidiu estudar e se dedicar para passar no concurso de oficial de justiça do Fórum de Cuiabá, no ano de 1994.

 

 

“Mesmo assim o salário ainda não dava. Sustentar três filhos era complicado. Ainda mais que foram crescendo. Minha mulher era professora e a gente precisava começar a pensar na faculdade em que cada um deles estava prestes a começar”, lembrou.

Alan Cosme/HiperNoticias

peixaria techo

 

Um dia sentado e conversando com a esposa na varanda da casa, ele decidiu então implantar mais uma profissão na carteira de trabalho. “Comecei a madrugar nos rios de Cuiabá. Pescava, comprava e vendia. Com isso, virei peixeiro. Aprendi toda a manha para fazer o prato principal da região que são as variedades de peixe na Capital”, disse.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

peixaria techo

 

Já entendendo do ramo de peixes, Tucho chamou um amigo para abrir a sociedade com um restaurante. Mas, a tentativa não deu certo e em 2012 ele decidiu abrir a peixaria em família.

 

Filhos, esposa e ele no comércio. Comprava o peixe, limpava, tirava a espinha, cozinhava, atendia e ainda por fim limpava toda a bagunça.

 

“Agora que contratei duas pessoas para me ajudarem porque minha esposa continua atuando como professora e meus filhos todos já se formaram”, afirmou.

 

Mesmo com a peixaria, Tucho relatou a reportagem do HiperNotícias que não deixou de atuar na carreira de oficial de justiça porque ainda não compensa aposentar. Então a rotina começa exatamente às 7h nas ruas da cidade cumprindo mandado e às 10h30 ele chega ao restaurante para começar a preparar o almoço. Lá, finaliza às 14h e das 15h às 19h continua os trabalhos como oficial de justiça.

 

“Graças a Deus tenho meus clientes fieis. A crise não chegou aqui. E eu nem canso nessa rotina louca. Fui acostumado desde pequeno pegar no batente que agora fico elétrico. Penso quando for aposentar porque ai será apenas aqui. Mas, a gente tenta acostumar com a nova vida. Mas garanto que a saudade dos gramados é muito grande”, brincou.

 

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Herak Xavier. 05/03/2017

- Primeiramente que parabenizar a Rayane pela belíssima reportagem e, também dizer que conheço o Tucho e as delícias que Ele prepara na peixaria, recomendo.

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1 comentários

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