Um motim articulado por detentos de seis celas do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Lucas do Rio Verde mobilizou equipes de segurança e resultou em quatro internos feridos na tarde deste domingo (26). O tumulto, iniciado por volta das 13h55 durante o horário de visitas, envolveu atos de insubordinação, destruição de patrimônio e agressões entre os próprios custodiados. A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT) confirmou que a situação foi controlada por meio de uma intervenção tática dos policiais penais.
O levante teve início quando internos das celas 07 a 12 passaram a desobedecer ordens diretas dos agentes, amarrando colchões nas grades para dificultar a visibilidade e a entrada das equipes de contenção. Durante a desordem, os detentos iniciaram brigas entre si, o que gerou um cenário de alta periculosidade dentro do raio habitacional.
A suspeita das autoridades é de que a ação tenha sido planejada para ocorrer propositalmente durante o período de visitação, possivelmente contando com o apoio externo de familiares e sob a influência de lideranças de facções criminosas.
Para conter o avanço da rebelião, os policiais penais utilizaram protocolos de uso progressivo da força, empregando armamentos de menor potencial ofensivo para dispersar os grupos e cessar as agressões. A intervenção técnica permitiu a separação dos envolvidos e a retirada dos feridos para atendimento médico.
Após o controle total do presídio, as equipes realizaram uma varredura nas celas envolvidas no motim. Durante a revista, foram identificados danos estruturais importantes, como pequenos buracos nas paredes que eram utilizados para a comunicação clandestina entre as alas. Além disso, foram recolhidos materiais que serviram de anteparo nas grades.
Os internos identificados como protagonistas do motim agora enfrentam consequências administrativas e jurídicas. Além de responderem criminalmente pelos danos e agressões, a Sejus instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD), que pode acarretar sanções severas no histórico carcerário dos envolvidos. A Secretaria reforça que a identificação foi facilitada pelo monitoramento interno e pela rápida atuação das equipes de inteligência, que já monitoravam possíveis movimentações atípicas no sistema penitenciário de Lucas do Rio Verde.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil e da corregedoria do sistema prisional para apurar se houve falhas de segurança que permitiram a articulação externa durante as visitas. A Sejus-MT reiterou que mantém vigilância permanente em todas as unidades do estado e que medidas rigorosas de segurança continuam sendo adotadas para garantir a integridade física de todos os custodiados e servidores. O fluxo de visitas na unidade deve passar por uma revisão técnica para prevenir que novas tentativas de motim sejam coordenadas dentro do ambiente prisional.
*Com informações da assessoria e do Cenário MT
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