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Cidades Sábado, 26 de Setembro de 2026, 18:22 - A | A

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PERÍODO DE ESTIAGEM

Corpo de Bombeiros combate 13 incêndios florestais neste sábado (26)

Os militares atuam de forma ininterrupta para conter o avanço das chamas, impedir a propagação do fogo e extinguir os focos ativos

DA REDAÇÃO

CBMMT

Bombeiros

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combatia, neste sábado, 13 incêndios florestais registrados em municípios do estado, entre eles Marcelândia, Ribeirão Cascalheira, Ponte Branca, Alto Araguaia, Nossa Senhora do Livramento, Nova Ubiratã, Juína, Novo Santo Antônio, Paranatinga, Juara e Peixoto de Azevedo.

As ações estavam concentradas principalmente em Marcelândia, onde os militares atuavam em três ocorrências simultâneas, uma delas na divisa com o município de União do Sul. Nas demais localidades, as equipes seguiam mobilizadas em trabalhos de combate direto às chamas, monitoramento e controle dos focos.

Segundo o CBMMT, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço do fogo, proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente. As operações contam com apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar, da Defesa Civil estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas e da Polícia Militar, conforme a necessidade de cada frente.

De acordo com o Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Mato Grosso registrou seis focos de calor nas últimas 24 horas, sendo três na Amazônia e três no Cerrado, conforme checagem feita às 17h com dados do satélite de referência. Em terras indígenas, foram identificados três focos, todos na Terra Indígena Utiariti, em Campo Novo do Parecis. Nesses casos, o combate ao fogo é de responsabilidade de órgãos federais, já que o estado não tem autorização para atuar na área.

Um foco de calor isolado, no entanto, não caracteriza necessariamente um incêndio florestal — trata-se de um indicativo de temperatura elevada detectado por satélite, que pode ou não estar associado à presença de fogo. Já um incêndio florestal costuma ser identificado pela concentração de diversos focos numa mesma região.

O monitoramento do uso irregular do fogo também é feito pela Operação Infravermelho, conduzida a partir da Sala de Situação Central, no Batalhão de Emergências Ambientais, em Cuiabá. Com apoio de imagens de satélite, a operação busca identificar antecipadamente áreas de risco ou focos já iniciados de forma ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização de infratores.

Desde o início do período de proibição do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros já atuou na extinção de incêndios em outros 26 municípios, entre eles Água Boa, Aripuanã, Chapada dos Guimarães, Colíder, Primavera do Leste, Rondonópolis e São Félix do Araguaia.

A corporação reforça que o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está proibido nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro. Em áreas urbanas, a proibição vale o ano todo. A prática pode configurar crime ambiental, sujeito a penalidades previstas em lei, além de representar riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Denúncias de uso irregular do fogo podem ser feitas pelos telefones 193 (Corpo de Bombeiros) ou 190 (Polícia Militar).

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