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Cidades Quinta-feira, 20 de Agosto de 2026, 11:31 - A | A

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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2026, 11h:31 - A | A

HNT ENTREVISTA

Apartamentos no Centro de Cuiabá custam em média R$ 1 milhão e têm plantas de até 105 m²

A gerente comercial da Plaenge e Vanguard disse que os imóveis acompanham mudanças no perfil dos compradores que priorizam a localização

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

Daniel Souza/TV HNT

A gerente comercial da Plaenge e Vanguard em Mato Grosso, Prycilla Esser, no HNT Entrevista.

A gerente comercial da Plaenge e Vanguard em Mato Grosso, Prycilla Esser, no HNT Entrevista.

A gerente comercial da Plaenge e Vanguard em Mato Grosso, Prycilla Esser, disse que os apartamentos próximos aos centros urbanos custam em média R$ 1 milhão e as plantas têm entre 95 e 105 metros quadrados. Segundo ela, o tamanho dos imóveis está relacionado tanto ao poder de compra quanto à preferência por espaços mais práticos e bem localizados, facilitando o acesso dos moradores ao trabalho, escolas e lazer.

Para a gerente, as plantas também acompanham as transformações no perfil das famílias. Prycilla ressaltou que muitos casais têm optado por ter apenas um filho ou até mesmo não ter filhos para priorizar a carreira, por isso, o crescimento do home office demandou alterações na forma de como os moradores utilizam os cômodos.

LEIA MAIS: "O Mercado de luxo está se adaptando a Cuiabá", avalia gerente da Plaenge/Vanguard

Eles preferem algo mais centralizado, mais prático

Uma das alternativas adotadas pelo mercado são as plantas flexíveis, que permitem ao comprador adaptar os ambientes de acordo com sua rotina.

"O cliente tem três quartos, mas às vezes opta por ficar com dois quartos e uma sala maior, porque não tem intenção de ter filhos ou vai ter apenas um. Se ele trabalha em home office, deixa o terceiro quarto para isso”, explicou.

Além do tamanho, a localização passou a ter um peso maior na decisão de compra, principalmente entre os consumidores mais jovens. Prycilla afirma que parte desse público busca imóveis em regiões mais centrais justamente para reduzir a dependência do carro e facilitar o acesso a serviços e atividades do cotidiano.

"Eles preferem algo mais centralizado, mais prático. Ou, quando têm carro, muitas vezes têm apenas um", afirmou.

As pessoas, às vezes, não querem um imóvel tão grande se não vão utilizá-lo

Na avaliação da gerente, essa mudança de comportamento deve continuar influenciando os projetos imobiliários dos próximos anos. O consumidor não necessariamente procura mais espaço dentro de casa, mas ambientes que façam sentido para sua rotina.

"As pessoas, às vezes, não querem um imóvel tão grande se não vão utilizá-lo. Eu preciso de um apartamento grande? Vou receber pessoas para isso? Não. Prefiro usar a minha área de lazer. Então, prefiro um apartamento menor, mas mais prático", disse. 

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