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Brasil Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026, 15:30 - A | A

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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026, 15h:30 - A | A

Ventos acima de 100 km/h derrubam prédio e deixam quase 1 milhão sem luz no RS

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Ventos de mais de 100 km/h e chuvas intensas provocaram inúmeros estragos no Rio Grande do Sul nos últimos dias. Segundo a Defesa Civil municipal de Pelotas, um prédio desabou parcialmente na rua Marcílio Dias, na altura da rua Doutor Amarante.

Um homem ficou gravemente ferido e foi levado a um hospital após sofrer um acidente durante o vendaval. Ele tinha subido no telhado para fazer um reparo. Até o momento, não há informações atualizadas sobre seu estado de saúde.

Em Caxias do Sul, a 300 quilômetros de Pelotas, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou que quatro pessoas estão desaparecidas.

No bairro Parada Cristal, uma enxurrada arrastou um veículo; um homem foi resgatado, mas um adolescente de 13 anos, uma criança de 4 e uma mulher de 43 continuam desaparecidos.

Em outra ocorrência, um homem desapareceu no bairro De Lazzer enquanto realizava a limpeza de uma galeria e teria sido arrastado pela água.

No escuro

O temporal também deixou 969,4 mil casas sem energia até as 5h desta segunda-feira, 21. Em nota, a CEEE Equatorial, responsável pelo fornecimento de energia em parte do Estado, incluindo Porto Alegre, afirmou que seguirá atuando para restabelecer o serviço com segurança e na maior brevidade possível após rajadas de ventos de até 115 km/h atingiram a sua área de cobertura. Cerca de 588 mil clientes estavam sem luz até às 5h desta segunda-feira. Às 13h, o número diminuiu para 442,7 mil.

A CPFL RGE, que atende parte do interior do Rio Grande do Sul, informou que trabalha para normalizar a situação. Segundo a empresa, 381,4 mil clientes estavam sem luz às 5h desta segunda-feira. Até a publicação desta matéria, o número tinha caído para 189 mil.

Ao todo, cerca de 623 mil clientes ainda estavam sem energia até as 13h no Rio Grande do Sul.

De acordo com a MetSul Meteorologia, o impacto foi causado por tempestades severas, vendavais e queda de granizo. Em diferentes regiões, os ventos atingiram entre 70 km/h e 100 km/h, enquanto rajadas de 120 km/h a 150 km/h foram registradas em pontos isolados.

A força dos ventos tirou estações meteorológicas de operação, o que reduziu a disponibilidade de registros, informou a MetSul. O alerta para condições adversas permanece ao longo desta segunda-feira, 21.

Em Porto Alegre, até as 13h desta segunda-feira, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) contabilizava 90 ocorrências relacionadas à instabilidade climática, sendo 41 ainda em atendimento e 49 já encerradas. Segundo o órgão, seis vias estão totalmente bloqueadas e 12 têm interdição parcial devido à queda de árvores, galhos, fios e postes.

A chuva e os ventos também provocaram problemas em 20 semáforos, dos quais 17 estão sem funcionar e três operam em amarelo piscante. "Equipes da EPTC e de outros órgãos municipais permanecem mobilizadas para liberar as vias e normalizar o trânsito", disse o órgão.

Tsunami meteorológico

Em Santa Catarina, por volta das 6h desta segunda-feira, foram registrados alagamentos nos municípios litorâneos de Jaguaruna, Imbituba e Laguna após uma elevação súbita do nível do mar, informou a Defesa Civil do Estado. Há relatos de vias danificadas pelo acúmulo de areia e água, além de danos em edificações e barcos arrastados pela força da água.

Segundo a pasta, os alagamentos costeiros foram provocados por um tsunami meteorológico, fenômeno associado a alterações bruscas na pressão atmosférica e à atuação de ventos intensos sobre o mar. Essas condições podem provocar uma elevação rápida e temporária do nível do oceano, favorecendo o avanço da água sobre a faixa costeira, disse a pasta. Diferentemente de um tsunami de origem sísmica, o fenômeno não está relacionado a terremotos.

(Com Agência Estado)

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